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Relatório da PF amplia apuração sobre vínculo de Jaques Wagner com executivos do Banco Master

PF aponta aplicação de R$ 167 mil de Jaques Wagner em CDB do Banco Master

A Polícia Federal (PF) identificou indícios de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) realizou investimentos financeiros no Banco Master, instituição que é alvo de investigação por suspeitas de irregularidades financeiras. As informações constam em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgado após a retirada do sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso.

Segundo a investigação, o nome do parlamentar aparece em uma relação de clientes da instituição financeira com aplicações em Certificados de Depósito Bancário (CDBs). De acordo com os documentos analisados pela PF, Jaques Wagner teria investido R$ 167.298,00 em um CDB do Banco Master, valor que, à época do levantamento, estaria atualizado para R$ 194.897,19.

As informações teriam sido extraídas de um documento enviado, em agosto de 2025, ao então superintendente-executivo de Tesouraria da instituição, Alberto Felix. No relatório, a PF afirma que o anexo analisado apresenta uma lista de investidores do banco, entre eles o senador baiano.

A documentação integra um conjunto mais amplo de investigações que apuram a relação entre Jaques Wagner e executivos ligados ao Banco Master, além da possibilidade de favorecimento pessoal durante o período em que o parlamentar exercia funções de destaque na articulação política do governo federal.

Em um dos trechos do relatório, a Polícia Federal registra que “o anexo aparenta indicar valores investidos por diversos clientes no Banco Master”, citando a aplicação atribuída ao senador e o respectivo valor atualizado do investimento.

As novas informações se somam às investigações da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraude financeira envolvendo a instituição bancária. Em junho deste ano, Jaques Wagner foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a nona fase da operação.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações também investigam a relação de confiança entre o senador e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, conhecido como “Guga”, apontado como um dos personagens centrais da investigação.

A defesa de Jaques Wagner nega qualquer envolvimento em irregularidades e sustenta que o parlamentar não praticou atos ilícitos relacionados às operações investigadas. Até o momento, o relatório da Polícia Federal apresenta os investimentos como indícios que ainda serão analisados no curso do inquérito, sem conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal do senador.

*Com informações da CNN
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