O ex-vice-governador do Amazonas, Henrique Oliveira, subiu o tom das críticas e atribuiu ao colega de sigla e candidato ao Senado, Alberto Neto, de ter “barrado” sua candidatura ao Senado pelo Partido Liberal (PL).
De acordo com Henrique Oliveira, ele participou da convenção da sigla, realizada na última terça-feira (4), e declarou a integrantes do partido o desejo de disputar uma vaga ao Senado. Diante da negativa, afirmou que pretende judicializar o caso.
“Fui à convenção do PL, mostrei que queria. Agora vou judicializar. Estou preparando o ingresso para dar entrada na Justiça Eleitoral sobre minha pré-candidatura ao Senado”, disse Henrique Oliveira à jornalista Juliana Batista.
Procuramos as assessorias de Alberto Neto e do PL-AM para solicitar informações sobre o caso, mas não houve retorno de ambas as partes.
Segundo Oliveira, a definição das candidaturas ao Senado estava sob responsabilidade de Alberto Neto, em uma missão atribuída pelo presidente da sigla no Amazonas, Alfredo Nascimento.
No entanto, Henrique afirmou que o candidato ao Senado não concordaria com a presença de outro nome na disputa pela legenda e aproveitou para fazer uma crítica.
“Ele quer andar sozinho no elevador. Numa vaga onde cabem dois carros, ele quer estacionar sozinho. Espaço”, destacou.
Por fim, o também ex-deputado federal afirmou que não vai recuar da candidatura e que tomará todas as providências cabíveis para tentar disputar o pleito deste ano.
Candidatura majoritária
A disputa pelo Senado no Amazonas terá duas cadeiras em jogo nas eleições deste ano.
A disputa para o Senado é majoritária, ou seja, são eleitos os candidatos que obtiverem o maior número de votos. No caso do Amazonas, os dois candidatos mais votados serão eleitos.
A definição de dois nomes por uma mesma legenda pode gerar diferentes estratégias dentro dos partidos e das coligações.
Outro lado
A reportagem procurou a assessoria do deputado federal Alberto Neto e o diretório do Partido Liberal no Amazonas para solicitar informações sobre as declarações feitas por Henrique Oliveira. Até o momento, não houve retorno.
O espaço permanece aberto para manifestação.


