Cerca de 23 pessoas morreram por conta de febre maculosa em São Paulo, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde do estado. O número acende um alerta para a população do estado.
Ao todo, 24 casos de febre maculosa foram confirmados neste ano. As ocorrências foram registradas em diferentes regiões paulistas, com maior concentração nas áreas de Campinas e Piracicaba, no interior do estado.
Campinas concentra o maior número de casos, com sete ocorrências, seguida por Piracicaba, com seis, e Sorocaba, com três. Também foram registrados casos nas regiões de Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos, com um caso em cada município. Em outros cinco registros, o local provável de infecção ainda está sendo investigado.
O cenário é semelhante entre os óbitos. Campinas e Piracicaba registraram seis mortes cada, enquanto Sorocaba contabilizou três. Santo André, São João da Boa Vista e São José dos Campos tiveram uma morte cada. Nos outros cinco casos, as autoridades ainda investigam o provável local de infecção.
Entenda como se proteger
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia. A transmissão ocorre principalmente pela picada de carrapatos infectados, como o carrapato-estrela.
O risco aumenta em áreas onde há presença desses animais. Entre os principais sintomas estão:
- Febre de início súbito;
- Dor de cabeça;
- Dor no corpo e nas articulações;
- Fraqueza intensa e cansaço;
- Manchas ou erupções na pele, que costumam aparecer entre o terceiro e o quinto dia da doença.
As manchas podem começar nos punhos e tornozelos e se espalhar pelo corpo, inclusive para as palmas das mãos e plantas dos pés.
Para reduzir o risco de contaminação, a orientação é evitar áreas onde há presença de carrapatos. Ao circular por regiões consideradas de risco, é recomendado usar calças compridas e botas. Após deixar esses locais, é importante verificar todo o corpo em busca de carrapatos.
O que é a febre maculosa?
A febre maculosa é uma doença transmitida pela picada de carrapatos infectados e pode evoluir rapidamente. Por isso, a identificação dos primeiros sintomas e o início precoce do tratamento são fundamentais para reduzir o risco de agravamento.
Para tentar diminuir o número de casos e mortes, a Secretaria de Estado da Saúde mantém ações de vigilância e monitoramento em diferentes regiões. Entre as medidas estão a investigação de casos suspeitos e óbitos, a identificação dos possíveis locais de infecção e o acompanhamento de áreas consideradas de risco.
A pasta também afirma que tem reforçado o diagnóstico laboratorial e o treinamento de profissionais de saúde para reconhecer a doença precocemente e iniciar o tratamento o quanto antes.
O trabalho envolve ainda a integração entre as vigilâncias epidemiológica, ambiental e laboratorial, além de ações de prevenção e orientação à população.


