As rotas de transporte especial que levam trabalhadores ao Distrito Industrial de Manaus estão paralisadas desde as primeiras horas desta quinta-feira (20). A greve afeta funcionários que dependem dos ônibus para chegar às empresas e também provoca congestionamentos em diferentes regiões da capital.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), os trabalhadores reivindicam redução da jornada, aumento do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho.
A categoria também rejeitou uma proposta de 3% de reajuste salarial apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran).
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Vídeos publicados nas redes sociais mostram veículos e ônibus parados em pontos próximos ao Distrito Industrial. Trabalhadores relatam dificuldades para chegar às empresas e alguns afirmam que não conseguiram acessar os locais de trabalho no início da manhã.
Greve afeta trânsito em várias regiões
A paralisação também provocou reflexos no trânsito de Manaus. Com os veículos do transporte especial parados, houve aumento no fluxo de carros nas principais vias utilizadas como alternativas.
Na Zona Sul e Zona Leste, os principais pontos de concentração são a avenida Grande Circular e as regiões das bolas da Suframa e da Samsung.
Na Zona Norte, há registros de veículos parados nas avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós.
Já nas regiões Oeste e Centro-Oeste, os impactos aparecem na avenida Pedro Teixeira, próximo ao Sambódromo, e na área de acesso à Ponte Rio Negro.
O aumento do movimento nessas vias provocou filas e maior tempo de deslocamento para motoristas que precisavam atravessar diferentes áreas da cidade durante o início da manhã.
Transporte coletivo pode parar as 11h desta quinta-feira
De acordo com presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Ribeiro (Avante), que também é candidato a deputado estado nas eleições de 2026, o transporte coletivo de Manaus pode parar a partir das 11h desta quinta-feira.
Segundo Givancir, caso os salários dos rodoviários não sejam pagos, cerca de 70% dos trabalhadores devem aderir à greve. O sindicato estabeleceu esta quarta-feira (19) como prazo para que os pagamentos sejam regularizados.
Até o fechamento desta matéria a Prefeitura de Manaus ainda não se pronunciou sobre a nova paralisação. O espaço do Portal Manaós segue em aberto.


