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Empresária sócia de bar em Cuiabá é presa em operação da PF contra tráfico de drogas e armas

Empresária alegou inocência

A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do restaurante Tatu Bola Bar, foi presa pela Polícia Federal nesta terça-feira (25), em Cuiabá (MT). A prisão ocorreu durante a Operação Bóreas, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no transporte aéreo internacional de drogas e armas.

Thatiana foi levada para a Superintendência da Polícia Federal. Até o momento, a PF não informou qual seria a participação dela no grupo investigado.

O principal alvo da operação, Matheus Matias de Oliveira, de 28 anos, também foi preso. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 4ª Vara Federal de Palmas (TO). Ao todo, a operação cumpriu três mandados de prisão e três de busca e apreensão, além de determinar a apreensão de aeronaves e o bloqueio de bens e valores.

Segundo a investigação, o grupo seria responsável por organizar voos, utilizar aeronaves e pistas clandestinas e fornecer estrutura para transportar grandes quantidades de cocaína e armas vindas da Bolívia e do Peru para o Brasil. A apuração começou após apreensões de drogas realizadas no Tocantins.

Empresária alega inocência

Em depoimento divulgando pelo Portal Repórter MT, Thatiana disse que foi abordada pelos agentes da PF sem saber o motivo. A empresaria alega não saber motivo da prisão. Apenas soube que a ordem foi proferida pela 4ª Vara Federal de Palmas, no Estado do Tocantins.

“Eu tenho horário pra chegar no trabalho, eu tenho um comércio que é público, minhas redes sociais são abertas, eu tenho endereço fixo, eu declaro imposto de renda, eu não faço ideia do fundamento ou como foi decretada uma preventiva. Eu nunca pisei em uma delegacia, eu nunca fui chamada pra ouvir nada, eu nunca tive o nome no Serasa pra hoje estar aqui na Polícia Federal” declarou a empresária.

Após o depoimento, o advogado da empresária, Fernando Faria, solicitou que a prisão preventiva fosse substituída por medidas cautelares ou pela prisão domiciliar. Segundo a defesa, Thatiana é mãe de uma menina de 9 anos.

O pedido, porém, não foi analisado durante a audiência. O juiz federal Jeferson Schneider e o Ministério Público Federal (MPF) informaram que não tiveram acesso à decisão que determinou a prisão da empresária. Com isso, o caso foi encaminhado à 4ª Vara Federal Criminal do Tocantins, que deverá decidir se a prisão será mantida.

A Polícia Federal também pediu a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol, usada para localizar pessoas procuradas internacionalmente. Os envolvidos poderão responder por crimes como tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam ser identificados durante a investigação.

(*)Com informações do Correio 24 Horas e Repórter MT

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