O candidato a presidência da República Augusto Cury (Avante) criticou a falta de experiência prática de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro na agricultura e na administração de empresas. Segundo ele, um presidente que nunca trabalhou diretamente no campo não deveria ser o responsável por definir os rumos do setor.
“Um presidente que nunca plantou uma horta, não pode definir o futuro da agricultura. Um presidente que nunca colocou seu capital de risco, tanto Jair Bolsonaro quanto Lula, para montar uma empresa, definir o futuro do comércio, definir o futuro da indústria. Isso está errado”, declarou Cury.
A declaração foi seguida por um questionamento da jornalista Malu Gaspar, do O Globo sobre um investimento no Fictor. O candidato foi lembrado de que teria perdido dinheiro com a aplicação.
“O senhor é um dos investidores da Fictor que mais perdeu dinheiro com investimento na empresa, 31 milhões que o senhor botou no grupo. Por esse raciocínio, então, o senhor não poderia cuidar das nossas finanças, porque o senhor perdeu o dinheiro”, disparou a jornalista.
O político rebateu dizendo que a conclusão sobre sua capacidade de administrar as finanças havia sido feita pela própria repórter. O questionamento retomou, então, o argumento inicial: “O senhor falou que um presidente que não cuida de uma horta não pode cuidar da nossa agricultura.”
“Espera um pouquinho. Mas eu tenho várias empresas”, rebateu Cury.
De acordo com uma reportagem publicada pelo Portal Metrópoles, Augusto Cury, aparece entre os principais credores do Grupo Fictor, em recuperação judicial. O escritor investiu recursos em uma Sociedade em Conta de Participação (SCP) ligada à compra e venda de grãos do grupo, meses antes da crise financeira da empresa.
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Segundo a relação de credores, Cury tem cerca de R$ 31,5 milhões a receber referentes a contratos rescindidos. O candidato afirma ser vítima da Fictor e diz ter investido em uma aplicação que considerava de baixo risco, ligada ao mercado de commodities. Ele também nega qualquer participação na gestão da empresa ou envolvimento nas investigações sobre possíveis fraudes.


