O Candidato ao Governo do Amazonas Cabo Daciolo (Mobiliza) voltou a falar sobre um projeto de lei apresentado por ele na Câmara dos Deputados em maio de 2026, que previa regras para o uso da rede pública de saúde por políticos e familiares.
Em um vídeo, Daciolo afirmou que a proposta também envolveria a educação e que políticos e seus descendentes deveriam estudar em escolas públicas e utilizar hospitais públicos.
“Eu lembro que eu botei um projeto de lei, o projeto era o seguinte, todo o político nacional, qualquer esfera e cadeira política. Filho, neto, bisneto, até décima geração. Estudar em colégio público e frequentar o hospital público. Meu irmão, em três meses tá tudo um brinco”, declarou.
No entanto, essa versão não corresponde ao texto original do projeto apresentado por ele.
O Projeto de Lei 5.331/2016 previa que políticos eleitos nos poderes Executivo e Legislativo, em todas as esferas de governo, fossem obrigados a utilizar exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS) durante o mandato. A regra também alcançaria parentes de primeiro grau, como pais e filhos.
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O projeto não previa a obrigação de políticos ou familiares estudarem em escolas públicas, nem estendia a regra a descendentes até a “décima geração”. Essas informações foram incorporadas posteriormente a versões que circularam nas redes sociais.
A proposta também determinava que o poder público não poderia pagar auxílio ou ressarcir despesas de políticos com atendimento médico particular durante o mandato.
A parte relacionada às escolas públicas tem origem em outra proposta, apresentada pelo ex-senador Cristovam Buarque. Com o tempo, as duas ideias acabaram sendo misturadas em publicações na internet, junto com a alegação exagerada sobre a “décima geração”.


