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Empréstimo de R$ 1,46 bilhão do Amazonas recebe pareceres favoráveis de MPF, AGU e BB

Instituições pediram à Justiça Federal a revogação da decisão que suspendeu a operação; liberação ainda depende de nova análise judicial

O empréstimo de R$ 1,462 bilhão que o Governo do Amazonas pretende contratar junto ao Banco do Brasil recebeu manifestações favoráveis do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia-Geral da União (AGU) e do próprio Banco do Brasil.

As três instituições defenderam, por fundamentos distintos, que a Justiça Federal permita o prosseguimento da operação de crédito. O financiamento, no entanto, continua suspenso até que haja uma nova decisão judicial.

MPF não vê motivo para manter bloqueio

Na manifestação apresentada ao processo, o MPF avaliou que documentos juntados após a decisão inicial alteraram o cenário analisado pela Justiça.

Entre esses documentos está um parecer do Ministério da Fazenda que aponta o cumprimento de requisitos para a contratação do empréstimo e para a concessão da garantia da União.

Com isso, o Ministério Público Federal entendeu que, neste momento, não há elementos suficientes para manter a suspensão da operação.

O posicionamento, porém, não encerra a discussão.

Procuradoria cobra detalhes sobre uso do dinheiro

Mesmo sendo favorável à continuidade do empréstimo, o MPF pediu que o Governo do Amazonas apresente informações mais detalhadas sobre a aplicação dos recursos.

Entre os pontos cobrados estão as ações orçamentárias que receberão o dinheiro, a natureza das despesas e as contas específicas vinculadas à operação.

A Procuradoria também quer esclarecimentos sobre a vantagem financeira da contratação com o Banco do Brasil em comparação com condições apresentadas em procedimento anterior.

AGU defende validade da operação

A União, representada pela AGU, também pediu a derrubada da decisão que suspendeu o financiamento.

A defesa sustenta que órgãos federais responsáveis pela análise fiscal e jurídica já verificaram os requisitos necessários para a concessão da garantia da União.

A AGU também questionou fundamentos da ação popular que deu origem à suspensão e defendeu que a contratação possa seguir seu curso administrativo.

Banco do Brasil diz que não houve desembolso

O Banco do Brasil informou à Justiça que o contrato ainda não foi formalizado e que nenhum valor foi repassado ao Estado.

A instituição também afirmou que a garantia da União não havia sido concluída quando a operação foi interrompida.

Por esse motivo, o banco pediu a revogação da medida cautelar e a retomada dos procedimentos para a contratação.

Maior parte iria para infraestrutura

De acordo com os documentos apresentados no processo, a distribuição prevista para os R$ 1,462 bilhão inclui:

  • cerca de R$ 1,03 bilhão para o Fundo de Infraestrutura e Desenvolvimento do Estado do Amazonas;
  • R$ 400 milhões para o Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas;
  • R$ 32 milhões para o Fundo Estadual de Habitação.

Uma previsão anterior de destinação de recursos para amortização da dívida pública foi retirada da configuração final da operação.

Justiça ainda dará a palavra final

O empréstimo foi suspenso por decisão da Justiça Federal após questionamentos apresentados em ação popular sobre a destinação do dinheiro e as condições da contratação.

Com as novas manifestações, o processo volta ao centro da disputa judicial.

Apesar dos pareceres favoráveis, o Governo do Amazonas ainda não pode acessar os recursos. A liberação depende de uma nova decisão da Justiça Federal sobre a manutenção ou revogação da suspensão.

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