Frequentadores do Rock in Rio relataram furtos de celulares, relógios e outros objetos de valor durante os primeiros dias do festival, principalmente em áreas de grande concentração de público. Segundo informações apuradas pelo jornal O Globo, as rodas punk formadas durante alguns shows estariam sendo aproveitadas por criminosos para retirar pertences dos espectadores.
Um dos casos relatados ocorreu na sexta-feira (4), durante o show de Diogo Defante, no Palco Supernova. Um frequentador afirmou ter tido o relógio furtado em meio à multidão. No sábado (5), um casal também teria sido vítima de criminosos enquanto participava de uma roda durante uma apresentação no Palco Favela.
Durante o show do rapper Major RD, uma jovem teria percebido uma mão em sua bolsa e um empurrão quando o público abriu uma grande roda. O pai dela, Anderson Ramos, contou que a filha estava acompanhada do namorado, do irmão e da namorada dele e estava distante do palco quando ocorreu a abordagem.
Os relatos sobre furtos nas rodas começaram a ganhar força nas redes sociais neste domingo (6). Frequentadores afirmaram ter presenciado outros casos, principalmente em áreas próximas ao lado esquerdo dos palcos. Também houve relatos de discussões entre pessoas que teriam descoberto que foram furtadas durante as apresentações.
Além dos crimes, vítimas relataram dificuldades para conseguir atendimento dentro da Cidade do Rock. Uma frequentadora afirmou que o marido teve o celular furtado durante o show do Foo Fighters e procurou uma policial e integrantes da produção, mas teria sido orientado a registrar a ocorrência em uma delegacia próxima de casa. Segundo ela, um cartão de débito que estava junto com o aparelho também teria sido utilizado posteriormente.
Festival reforça esquema de segurança
A organização do Rock in Rio mantém uma operação de segurança considerada híbrida, com cerca de 2 mil vigilantes privados e equipamentos de monitoramento. O sistema inclui 117 câmeras, drones e câmeras corporais, com as equipes conectadas ao Centro de Controle Operacional (CCO), instalado no Parque Olímpico.
A empresa responsável pela segurança do perímetro, SegurPro, informou que a operação foi reforçada com quatro drones. Segundo a companhia, também são utilizados radares para auxiliar na identificação de movimentações em áreas consideradas sensíveis e no monitoramento do entorno do festival.
O esquema inclui ainda dois cães de guarda conduzidos por vigilantes treinados para atuar com os animais. Apesar da estrutura, os frequentadores que forem vítimas de furto são orientados a registrar a ocorrência por meio eletrônico ou em uma delegacia fora da Cidade do Rock.
(*)Com informações do O Globo


