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Bolsa Família terá reajuste de 15% e benefício mínimo passará para R$ 691

Pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro; adicionais para crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes também serão atualizados

O valor mínimo do Bolsa Família aumentará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O reajuste de aproximadamente 15% foi anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17) e também será aplicado aos benefícios adicionais do programa.

As famílias contempladas não precisarão solicitar o aumento. A atualização ocorrerá automaticamente na folha de pagamento, conforme as informações registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Segundo o governo, a medida pretende recompor a inflação acumulada desde março de 2023. Atualmente, o Bolsa Família atende cerca de 19,3 milhões de famílias no país.

Confira os novos valores

Com o reajuste, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passará de R$ 142 para R$ 164.

O adicional da Primeira Infância aumentará de R$ 150 para R$ 173 por criança de até seis anos. Já o valor destinado a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos subirá de R$ 50 para R$ 58.

O total depositado continuará variando conforme a quantidade de integrantes e a composição de cada família. Caso a soma dos benefícios não alcance o piso estabelecido, o programa garante a complementação até o valor mínimo de R$ 691.

Calendário de outubro

A primeira parcela com os valores atualizados será depositada a partir de 19 de outubro. O calendário seguirá a ordem do último número do NIS:

  • Final 1: 19 de outubro;
  • Final 2: 20 de outubro;
  • Final 3: 21 de outubro;
  • Final 4: 22 de outubro;
  • Final 5: 23 de outubro;
  • Final 6: 26 de outubro;
  • Final 7: 27 de outubro;
  • Final 8: 28 de outubro;
  • Final 9: 29 de outubro;
  • Final 0: 30 de outubro.

Famílias residentes em municípios com situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal poderão receber no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.

Critérios permanecem

Podem ingressar no Bolsa Família os grupos familiares com renda mensal de até R$ 218 por pessoa e com inscrição atualizada no CadÚnico. A inclusão não ocorre de forma automática após o cadastro, pois depende da análise mensal realizada pelo governo federal.

Para permanecer no programa, os beneficiários devem cumprir compromissos nas áreas de educação e saúde, como frequência escolar, acompanhamento pré-natal, vacinação e avaliação nutricional das crianças.

Também é necessário atualizar o cadastro sempre que houver alteração na renda, endereço ou composição da família. Mesmo sem mudanças, a revisão deve ocorrer no máximo a cada dois anos.

Custo do reajuste

A ampliação dos valores terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. Para 2027, a previsão é de uma despesa adicional de R$ 22,7 bilhões.

O governo precisará ajustar a proposta orçamentária do próximo ano para incluir os novos valores. A equipe econômica sustenta que o reajuste será executado dentro das regras fiscais.

As informações sobre parcelas e datas podem ser consultadas nos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem. Os canais telefônicos são o Disque Social 121 e o número 111 da Caixa Econômica Federal.

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