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Mãe de menina de 1 ano enfrenta câncer de mama e pede ajuda para realizar cirurgia

Diagnosticada meses após o nascimento da filha, Kewllen Rayanne Bastos busca arrecadar R$ 47 mil para realizar uma mastectomia e custear despesas do pós-operatório

Aos 34 anos e mãe de uma menina de apenas 1 ano e 3 meses, Kewllen Rayanne Bastos enfrenta uma corrida contra o tempo para dar continuidade ao tratamento contra o câncer de mama. Após meses de quimioterapia, ela agora precisa realizar uma mastectomia e criou, com apoio da família, uma vaquinha para arrecadar R$ 47 mil destinados à cirurgia e ao pós-operatório.

Kewllen contou que percebeu os primeiros sinais da doença quando a filha tinha apenas três meses. Ela sentiu nódulos no pescoço e, posteriormente, na mama esquerda. Diante das alterações, procurou atendimento médico e realizou exames e uma biópsia.

O diagnóstico positivo para câncer de mama veio em janeiro deste ano, quando a bebê tinha seis meses.

Kewllen Rayanne realiza campanha para arrecadar recursos para cirurgia contra o câncer de mama. Foto: Arquivo pessoal

“Foi um choque. Minha filha estava muito novinha. Passam muitas coisas na nossa cabeça, nos sentimos impotentes”, relatou.

Segundo Kewllen, uma das maiores preocupações naquele momento era pensar no futuro da filha.

“E agora, quem vai proteger? Quem vai direcionar a minha filha nos princípios em que eu acredito? Quem vai abraçá-la quando ela não estiver em um dia legal? São tantos questionamentos que nos fazemos”, contou.

Diagnóstico mudou rotina com a filha

O diagnóstico também provocou uma mudança imediata na relação entre mãe e filha. Até aquele momento, a bebê era alimentada exclusivamente com leite materno.

Kewllen lembra que, ao retornar para casa após receber o diagnóstico, conversou com a filha ainda bebê antes de amamentá-la pela última vez.

“Conversei com ela que não teria mais o seu ‘tetê’, que eu a amava muito e que tudo ficaria bem. Logo em seguida, dei o seu último tetê. E, acredite, desde então ela nunca mais pediu o tetê de que era tão apaixonada. Deus foi fiel com a gente”, relembrou.

Diagnosticada quando a filha tinha seis meses, Kewllen diz que a menina é uma das principais razões para continuar lutando pelo tratamento. Foto: Arquivo pessoal

Tratamento começou em fevereiro

Kewllen iniciou o tratamento no Cecon em fevereiro de 2026 e encerrou as sessões de quimioterapia em 9 de julho.

Segundo ela, o tumor media inicialmente cerca de sete centímetros e apresentou redução após a quimioterapia, permitindo que estivesse apta para o procedimento cirúrgico.

Agora, a paciente afirma que precisa passar por uma mastectomia para controlar a doença e dar continuidade às próximas etapas do tratamento, que podem incluir radioterapia.

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento do câncer de mama varia conforme as características do tumor e o estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e outras terapias. A radioterapia, por exemplo, pode ser indicada como parte do tratamento locorregional após a cirurgia, dependendo de cada caso.

Família criou vaquinha após demora por cirurgia

A campanha para arrecadar recursos surgiu por iniciativa da família. Conforme Kewllen, os parentes ficaram preocupados com a espera para realização do procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ela afirma que, durante esse período, o tumor voltou a crescer, provocando inchaço e dor.

Diante da situação, a família decidiu buscar a realização do procedimento na rede particular.

“Só para o médico, hospital e anestesista serão R$ 44 mil. O valor restante será para custear o pós-cirúrgico”, explicou.

A meta estabelecida pela família é arrecadar R$ 47 mil.

Família de Kewllen criou uma vaquinha para arrecadar R$ 47 mil para a cirurgia e despesas após o procedimento. Foto: Arquivo pessoal

Como ajudar

As pessoas interessadas em contribuir podem realizar doações por meio da campanha criada na plataforma Vakinha. As informações e o acesso à arrecadação também estão disponíveis no perfil de Kewllen no Instagram, @kewllenbastos.

Acesse o link da vaquinha clicando aqui

Além das contribuições financeiras, ela pede que as pessoas compartilhem a campanha para ampliar o alcance e possibilitar que a história chegue a novos doadores.

Para Kewllen, a principal motivação para continuar enfrentando o tratamento está dentro de casa: acompanhar o crescimento da filha.

“Nunca sabemos o dia em que vamos precisar. Tudo que quero é ser curada por Deus para que eu continue cuidando, zelando e amando a minha filha, que hoje está com 1 ano e 3 meses”, afirmou.

Ela também reforçou o pedido de ajuda.

“Peço a sua colaboração com doação de qualquer valor ou compartilhando a minha Vakinha para que alcance outras pessoas”, concluiu.

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