Manaus viveu um dos fins de semana mais críticos do ano por causa da fumaça das queimadas. No sábado (17), a capital registrou níveis de qualidade do ar considerados perigosos, com baixa visibilidade e forte concentração de material particulado.
Dados de monitoramento ambiental indicaram índices extremamente elevados de PM2,5, enquanto o número de focos de calor no Amazonas também aumentou de forma expressiva. A fumaça afetou a rotina da população e reforçou alertas para crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios.
A situação provocou reação de diferentes autoridades.
O prefeito de Manaus, Renato Junior, usou as redes sociais para afirmar que a cidade “pede socorro” e cobrou apoio dos governos estadual e federal.
O governador Roberto Cidade convocou reunião emergencial do comitê estadual de enfrentamento aos eventos climáticos e ambientais e anunciou reforço nas ações de fiscalização e combate aos incêndios.
O senador Eduardo Braga também informou ter articulado medidas junto ao Governo Federal. No domingo, ministros desembarcaram em Manaus para acompanhar a operação e anunciar reforço da atuação federal.
Entre as medidas anunciadas estão a ampliação da presença das Forças Armadas, novas aeronaves para combate ao fogo, atuação da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal e instalação de uma base da Força Nacional do SUS.
Outros políticos amazonenses também se manifestaram nas redes, cobrando providências e responsabilização por incêndios criminosos.
A crise ganhou ainda repercussão internacional. Veículos como Reuters e Associated Press destacaram a fumaça sobre Manaus e o avanço das queimadas na Amazônia.
Depois do pior sábado deste período de fumaça, a pressão agora está concentrada na efetividade das medidas anunciadas e na redução dos focos de incêndio que continuam afetando diretamente a qualidade do ar na capital amazonense.
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