A Coreia do Norte divulgou, nesta terça-feira (20), novas imagens do líder Kim Jong-un após rumores sobre seu estado de saúde ganharem repercussão internacional. Publicações nas redes sociais afirmavam que o ditador teria sofrido uma grave hemorragia cerebral, entrado em coma e sido transferido às pressas para um hospital em Pequim, na China. Entretanto, as alegações não foram comprovadas.
Segundo a agência sul-coreana Yonhap, os rumores começaram a circular após uma publicação feita na segunda-feira (19) pelo dissidente chinês Wanjun Xie, que vive nos Estados Unidos. Ele chegou a afirmar que Kim teria morrido durante o tratamento médico e que seu corpo teria sido levado secretamente de volta à Coreia do Norte.
As informações repercutiram em veículos internacionais, incluindo o tabloide britânico The Sun e o jornal norte-americano New York Post. Apesar da repercussão, nenhuma evidência foi apresentada para confirmar a suposta internação, o coma ou a morte do líder.
Em meio às especulações, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), veículo oficial do governo norte-coreano, divulgou fotografias de Kim Jong-un acompanhado de sua filha, Kim Ju-ae, durante uma visita a uma exposição de roupas e calçados em Pyongyang. Segundo a imprensa estatal, a atividade ocorreu na segunda-feira (19).
As imagens representam um novo registro divulgado pelo regime após os rumores, embora a data da visita não tenha sido verificada de maneira independente.
Autoridades diplomáticas e de segurança da Coreia do Sul também se manifestaram sobre o assunto. Conforme a agência italiana ANSA, representantes sul-coreanos afirmaram não ter informações que sustentem os relatos e classificaram as especulações como absurdas.
Não é a primeira vez que a saúde de Kim Jong-un provoca rumores internacionais. Em 2020, um período de ausência em eventos públicos também alimentou especulações sobre uma possível doença grave e até mesmo sobre sua morte, posteriormente contrariadas por novas aparições do líder.


