A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) cumpriu, nesta quinta-feira (29), mandados de busca e apreensão em Manaus e São Paulo, em endereços ligados a dois marqueteiros que atuaram na campanha eleitoral da empresária Professora Maria do Carmo Seffair (PL), candidata derrotada ao Governo do Amazonas.
A operação é conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e investiga a divulgação de vídeos com acusações contra o governador eleito, Omar Aziz (PSD), e familiares dele. Entre os conteúdos apurados estão materiais que utilizam a imagem da filha menor de idade do político.
Maria do Carmo não é alvo da operação. Após a divulgação das informações, a assessoria jurídica da ex-candidata publicou uma nota sobre o caso, na qual afirmou que ela não recebeu notificação das autoridades para prestar esclarecimentos e que não houve diligências policiais em sua residência ou em endereços relacionados a ela.
A investigação ocorre após Omar Aziz afirmar, depois de vencer o segundo turno das eleições, que recorreria à Justiça para solicitar a responsabilização dos envolvidos na divulgação dos vídeos. O governador eleito recebeu 61,42% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo obteve 38,58%.
Maria do Carmo se posiciona
Em nota, a assessoria jurídica de Maria do Carmo afirmou que a ex-candidata tomou conhecimento das denúncias por meio da imprensa local. O comunicado também declarou que ela repudia ataques contra familiares de políticos e que tanto ela quanto sua família foram alvos de ataques durante o período eleitoral.
A ex-candidata afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com a apuração, desde que sejam respeitados o devido processo legal e o direito à defesa.
“A ex-candidata tomou conhecimento da denúncia relativa a supostos ataques à filha do senador e governador eleito Omar Aziz pelos meios de comunicação local, e deixa claro que repudia condutas dessa natureza”, diz o comunicado.
Ao final, a assessoria jurídica defendeu que a investigação seja conduzida com responsabilidade, sem especulações ou julgamentos antecipados, e reiterou que Maria do Carmo está disposta a responder a eventuais questionamentos das autoridades.
Outro lado
O Convergente entrou em contato com os envolvidos na operação, para que os mesmos possam esclarecer sobre os fatos.
Até a publicação deste material, as partes envolvidas ainda não haviam retornado. Ressaltamos que o espaço segue aberto para que ambos possam prestar esclarecimentos.
Leia a nota na íntegra:
“A assessoria jurídica da ex-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), vem a público esclarecer informações divulgadas nesta quinta-feira, 29/10, sobre supostas diligências policiais relacionadas à sua campanha eleitoral.
Em primeiro lugar, não houve movimentação policial, nem cumprimento de qualquer diligência, na residência da Professora Maria do Carmo ou endereços a ela relacionados.
A notícia foi recebida com surpresa pela assessoria jurídica, uma vez que, até o momento, a Professora Maria do Carmo não foi intimada, notificada ou de qualquer forma instada por autoridade alguma a prestar esclarecimentos sobre os fatos noticiados pela imprensa.
A ex-candidata tomou conhecimento da denúncia relativa a supostos ataques à filha do senador e governador eleito Omar Aziz pelos meios de comunicação local, e deixa claro que repudia condutas dessa natureza, na medida em que ela própria e sua família também foram alvos de inúmeros ataques e sabe dos danos causados por essa prática nociva. Maria do Carmo permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com a apuração, observando o devido processo legal.
Por fim, a assessoria jurídica reafirma que a Professora Maria do Carmo jamais se furtou a responder aos questionamentos que lhe foram dirigidos e continuará a proceder da mesma forma, defendendo que a apuração dos fatos deve transcorrer com responsabilidade, sem especulações ou juízos antecipados”.
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