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Eduardo Paes volta a pressionar por segundo turno na eleição do Rio após decisão do TSE

Ex-prefeito afirma que decisão do TSE não deveria impedir nova votação e diz que respeitará o posicionamento do STF sobre recurso apresentado pelo PSD

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) voltou a defender a realização de um segundo turno na eleição para o governo estadual. Em sua primeira manifestação pública sobre o assunto desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que garantiu a eleição de Douglas Ruas (PL), Paes afirmou que decidiu permanecer em silêncio para evitar que a discussão jurídica no estado interferisse na disputa presidencial.

Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira (3), o ex-prefeito anunciou que retomará a mobilização pela realização de uma nova votação. Ele argumenta que a invalidação dos votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) não deveria retirar dos eleitores o direito de decidir a disputa em segundo turno.

Garotinho teve a candidatura considerada irregular porque estava com os direitos políticos suspensos, mas seu nome permaneceu disponível nas urnas em 4 de outubro. Segundo Paes, aproximadamente 270 mil eleitores votaram no ex-governador, o que, na avaliação dele, deve ser considerado na discussão sobre a necessidade de uma segunda etapa da eleição.

“Por causa deles, ninguém alcançou a maioria absoluta, ou seja, ninguém teve mais do que 50% dos votos. A decisão do eleitor do Rio no primeiro turno não foi por eleger qualquer candidato, foi por ter segundo turno. E a Constituição, gente, é muito clara: sem maioria absoluta, tem segundo turno”, declarou.

O PSD recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter o entendimento da Justiça Eleitoral. A legenda defende que os votos destinados a Garotinho sejam considerados no cálculo da maioria absoluta, mesmo após a anulação determinada pelo TSE.

Durante a manifestação, Paes afirmou que respeitará qualquer decisão do Supremo, mas disse acreditar que os argumentos apresentados pelo partido são legítimos. Ele também agradeceu às manifestações de diferentes setores da sociedade fluminense que defendem uma nova votação.

“Essa não é uma ação sobre uma candidatura ou um candidato ou outro. É preciso respeitar a vontade das urnas expressas no dia 4 de outubro. E o Rio escolheu ter segundo turno. O povo do Rio de Janeiro tem o direito de votar”, afirmou.

A declaração ocorre após uma mobilização de aliados e apoiadores de Paes nas redes sociais. Vereadores e integrantes do secretariado municipal ligados ao ex-prefeito também publicaram mensagens em defesa de uma nova votação. Entre eles estão os vereadores Joyce Trindade, Salvino Oliveira e Flávio Valle, todos do PSD.

Outro movimento de apoio foi organizado por meio de um canal no WhatsApp, criado após o primeiro turno e posteriormente rebatizado de “Exército do Dudu”. O nome faz referência ao grupo virtual de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como “Exército do Lula”.

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