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Brasil – Embaixada do Congo denuncia assassinatos de congoleses no Brasil e cobra Itamaraty.

A embaixada da República Democrática do Congo informou que está em contato com familiares do estudante, que cobra um pronunciamento do Itamaraty e que vai exigir respostas sobre as investigações também dos outros casos de congoleses mortos no Brasil. O assassinato de Moïse está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Equipes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Agência da ONU para as Migrações (OIM) no Brasil e do PARES Cáritas RJ também informaram que estão acompanhando a investigação. As organizações divulgaram uma nota apresentando “sinceras condolências e solidariedade à família de Moïse e à comunidade congolesa residente no Brasil”.

Em nota, o Itamaraty lamentou a morte de Moïse e expressou indignação com o assassinato. O Ministério das Relações Exteriores ainda afirmou que espera que “o culpado ou os culpados sejam levados à Justiça no menor prazo possível”.

Relembre o caso: 

O congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, foi espancado até a morte depois de cobrar R$ 200 por duas diárias de trabalho não pagas no quiosque Tropicália, na orla da Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na noite da última segunda feira (24).

As imagens gravadas pelas câmeras de segurança do quiosque, mostram que as agressões começam depois de uma discussão entre um homem que segura um pedaço de pau e o congolês. Na sequência, dois homens se aproximam e começam a sessão de agressões.

Em vários momentos da gravação, é possível ver que o congolês não oferecia resistência enquanto levava golpes com um pedaço de madeira por cerca de 15 minutos.

Moïse Kabamgabe estava no Brasil desde 2011, quando fugiu da guerra na República Democrática do Congo.


Fonte: CNN

Foto: Divulgação

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