A páscoa deste ano sinaliza vendas melhores, apesar da crise. Pelo menos 92% dos consumidores de Manaus confirmam que pretendem adquirir presentes na data comemorativa deste ano. É o que aponta a pesquisa de intenção de compras para a data, conduzida pelo Ifpe (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas). O levantamento mostra que, embora caixas de bombons e barras de chocolate ainda encontrem espaço nas cestas de compras, a maioria ainda prefere seguir a tradição e dar ovos de Páscoa (62%), sejam eles industrializados (50%) ou caseiros (12%).
O aumento da demanda segue em paralelo com a expansão da oferta. A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) informa que a trégua no câmbio está permitindo aos lojistas de todo o país ampliarem os estoques. O recuo de 12% na cotação do dólar permitiu às importações de chocolates (1,43 mil toneladas) subir 8% em relação à Páscoa do ano passado. Com isso, a entidade está projetando um incremento de vendas de 1,9% e receita global de R$ 2,16 bilhões para o varejo nacional. Não foram informados os números correspondentes às unidades federativas.
A fragilidade da economia do país, no entanto, ainda impõe freios às compras. De acordo com o Ifpeam, o preço ainda é o fator determinante na hora da compra para 36% dos consumidores da capital amazonense, em decorrência da espiral inflacionária –agravada pelo choque das commodities decorrente da guerra na Ucrânia. Promoções e descontos (24%) também estão no topo da lista. Em sintonia, a CNC destaca que, descontada a inflação, o volume movimentado ainda deve ficar 5,7% abaixo do alcançado na Páscoa de 2019 (R$ 2,29 bilhões) –último ano antes do início da pandemia.
Ainda assim, o Ifpeam salienta que a Páscoa é uma data importante porque permite o varejo atravessar com mais folga um período sazonalmente desfavorável e com pouco dinheiro circulando na praça. “Janeiro e fevereiro são meses tradicionalmente fracos para o setor, em decorrência de inexistir eventos relevantes para a atividade comercial. Ademais, o consumidor se endividou com as festas de final de ano e o mês de janeiro é caracterizado pela concentração de muitas dívidas, como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e material escolar”, salienta o Instituto, no texto da pesquisa.
*Com informações do Jornal do Commercio
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