O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que facilita a instalação de linhas de transmissão de energia elétrica em terras indígenas.
A medida pretende viabilizar a construção do chamado “linhão” de Tucuruí, uma linha de transmissão de 721 quilômetros entre Manaus (AM) a Boa Vista (RR). O projeto prevê que 122 quilômetros dela vão passar pela Terra Indígena Waimiri-Atroari.
O “linhão” foi licitado em 2011, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas foi questionado na Justiça e até hoje não saiu do papel.
Os indígenas que vivem na reserva Waimiri-Atroari cobram do governo federal um plano de compensações socioambientais por causa dos impactos irreversíveis que terão na floresta.
Defensores da proposta afirmam que a construção do “linhão” de Tucuruí é necessária para interligar Roraima à rede nacional de transmissão de energia.
O estado é o único “isolado” dessa rede e, por causa disso, toda a energia consumida em Roraima vem de termelétricas, usinas que usam diesel para produzir eletricidade. E parte do custo bilionário de compra desse diesel é bancada por consumidores de todo o país.
Críticos cobram compensações e querem que as comunidades indígenas sejam consultadas sobre a construção do empreendimento. Além disso, temem que a proposta viabilize construções desse tipo em outras terras indígenas no país.
Na terça-feira (3), o governador de Roraima, Antonio Denarium, deputados e senadores do estado se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro para tratar do “linhão” de Tucuruí.
Na reunião, foi apresentada uma proposta que previa R$ 90 milhões em compensação a ser paga aos indígenas.
*Com informações do G1
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