A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. O vetor dessa doença no Brasil é a fêmea do mosquito Aedes aegypti.
Segundo o Ministério da Saúde, aspectos como a urbanização, o crescimento desordenado da população, o saneamento básico deficitário e os fatores climáticos mantêm as condições favoráveis para a presença do vetor, com reflexos na dinâmica de transmissão desses arbovírus.
A dengue possui padrão sazonal, com aumento do número de casos e o risco para epidemias, principalmente entre os meses de outubro de um ano a maio do ano seguinte. O Portal Manaós esclarece mitos sobre a doença.
- Dengue só existe no verão
Falso. Temperaturas altas combinadas com chuvas frequentes, como no verão, favorecem a proliferação do mosquito transmissor da doenca. Porém, isso não impede a contaminação em outras estações do ano, inclusive nas mais frias.
2. Se uma pessoa pegar a doença duas vezes, já é dengue grave
Falso. O risco de desenvolver um quadro mais grave em uma segunda infecção existe, mas não é a regra. Esse cenário de alerta também pode acontecer já na primeira contaminação.
3. Piscinas são criadouros do mosquito da dengue
Falso, mas atenção: Se a água da piscina estiver com o tratamento em dia, o mosquito não consegue se reproduzir. Entretanto, se a piscina não estiver com a manutenção adequada, pode se tornar um criadouro.
4. Ar-Condicionado e ventilador protegem contra o mosquito
Os aparelhos podem até inibir a atividade do mosquito, mas não impedem que ele permaneça no ambiente e pique, sendo assim, apenas medidas temporárias e que não garantem proteção contra o mosquito.
5. Boa alimentação aumenta a imunidade contra a dengue
Uma boa alimentação aumenta a imunidade, mantem o organismo saudável e ajuda o sistema imunológico a ficar mais resistente, mesmo assim, isso não impede o indivíduo de ser picado pelo mosquito e contrair a doença.
6. É possível contrair dengue, zika e chikungunya ao mesmo tempo?
Verdadeiro. De acordo com um estudo da Universidade do Colorado (EUA), realizado em 2017, é possível uma pessoa contrair em uma única picada do Aedes aegypti, as três doenças.
Com informações do Ministério da Saúde*
Ilustração: Marcus Reis
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