sábado, março 7, 2026
Home Notícias Amazonas CNJ afasta 3º magistrado suspeito em fraude milionária na Eletrobrás

CNJ afasta 3º magistrado suspeito em fraude milionária na Eletrobrás

Eletrobras acusa os magistrados de autorizarem a movimentação financeira de forma indevida

0
168

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou mais um magistrado suspeito de envolvimento em um esquema que teria permitido a retirada indevida de quase R$ 150 milhões da Eletrobras. Roger Luiz Paz de Almeida é o terceiro juiz afastado no caso, juntando-se a Elci Simões e Jean Pimentel, que já haviam sido removidos de suas funções pelo CNJ.

O servidor Gean Carlos Bezerra Alves, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) também foi afastado.

Conforme o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz Roger e o servidor Gean são acusados de atuarem juntos para restringir a atuação da Eletrobrás no processo, possibilitando o levantamento fraudulento de grandes quantias de dinheiro.

A decisão foi tomada pelo corregedor do CNJ, ministro Mauro Campbell, que também determinou o bloqueio do acesso de Almeida aos sistemas do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). “Que sejam bloqueados os acessos do juiz de direito Roger Luiz Paz de Almeida, afastado por esta decisão, a quaisquer sistemas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, especialmente aos sistemas”, afirma o despacho do corregedor.

Investigação e Operação da PF

A investigação conduzida pelo CNJ levou, nesta segunda-feira (24), a uma operação coordenada pela Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, com o apoio de agentes no Amazonas. A ação teve como alvos a sede do Tribunal de Justiça do Amazonas, em Manaus, e o Fórum de Presidente Figueiredo, cidade onde os magistrados exerciam suas funções.

A Eletrobras acusa os magistrados de autorizarem a movimentação financeira de forma indevida. Segundo a empresa, os documentos que viabilizaram a transação foram validados sem os devidos cuidados legais.

O CNJ também observou que o andamento do caso ocorreu de maneira excessivamente rápida, o que não condizia com a carga de trabalho da Vara Única de Presidente Figueiredo. O ministro Mauro Campbell destacou que os juízes envolvidos não tomaram as medidas necessárias para verificar a autenticidade dos documentos e a legitimidade dos beneficiários antes de autorizar os pagamentos.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here