
Em uma cerimônia marcada por música, cânticos e rituais indígenas, a professora e pesquisadora Tanara Lauschner tomou posse nesta sexta-feira, 4, como reitora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), para o mandato de 2025 a 2029. O evento, realizado no Auditório Eulálio Chaves, no setor Sul do campus universitário, reuniu autoridades, lideranças indígenas, acadêmicos e contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Com a posse, Tanara se torna a segunda mulher a liderar a reitoria da Ufam em seus mais de 100 anos de história. A cerimônia foi conduzida com elementos da cultura indígena, incluindo um ritual de purificação que abriu o cortejo cerimonial da nova gestão. A escolha, segundo a reitora, representa um gesto de respeito e valorização das raízes amazônicas da universidade.
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“A gente, como universidade da Amazônia, do Amazonas, do estado mais indígena, onde vamos ter um campus na cidade mais indígena do Estado, que é São Gabriel da Cachoeira… nós não podemos fazer de conta que não temos os indígenas, que são tão importantes na nossa universidade”, afirmou Tanara.
“Temos que dar cada vez mais a importância, não só na minha indumentária, mas também no ritual indígena para essa posse.”
Perfil e trajetória
Doutora em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Tanara Lauschner é professora da Ufam e tem uma carreira marcada por pesquisa, inovação e atuação em defesa da inclusão e da equidade de gênero na ciência.
Ela foi eleita no segundo turno da consulta acadêmica realizada em 14 de abril de 2025, pela chapa “Mudança!”, ao lado do vice-reitor eleito, professor da Ufam de Itacoatiara Geone Maia Corrêa, com 53,56% dos votos válidos.
A nomeação oficial foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira, 2, por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sucessão e desafios
Tanara assume o cargo em sucessão ao professor Sylvio Puga, que esteve à frente da reitoria por dois mandatos consecutivos, desde 2017. Entre os desafios da nova gestão estão a expansão dos campi no interior, fortalecimento das ações afirmativas, apoio à pesquisa na região amazônica e a valorização dos povos originários, como destacado na própria cerimônia de posse.



