sábado, março 7, 2026
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Autópsia realizada no Brasil confirma causa da morte de Juliana Marins

Laudo do IML confirma análise preliminar feita na Indonésia

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O novo laudo do Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro confirmou que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, morreu em decorrência de ferimentos múltiplos provocados por uma queda de grande altura durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A causa imediata da morte, segundo os peritos, foi uma hemorragia interna causada por lesões severas em órgãos vitais, compatíveis com impacto de alta energia.

A autópsia foi realizada após o corpo ser repatriado ao Brasil e complementa o exame inicial feito pelas autoridades indonésias. Embora o primeiro laudo apontasse que Juliana teria falecido cerca de 20 minutos após o acidente, o relatório brasileiro não conseguiu confirmar com precisão o momento exato da queda. O corpo foi encontrado quatro dias após o desaparecimento.

Exames não apontam violência ou uso de substâncias

A perícia descartou a presença de sinais de agressão física anterior ao acidente, como marcas de contenção ou luta. No entanto, algumas escoriações observadas no corpo podem ter sido provocadas pelo relevo acidentado da trilha onde a queda ocorreu. Também não foram identificados indícios de uso de drogas.

Fatores ambientais, como estresse extremo, isolamento e a dificuldade da trilha, também podem ter contribuído para o acidente, segundo os peritos. Nesse sentido, a hipótese é que Juliana tenha se desorientado antes de sofrer a queda.

Motivo da nova autópsia

A realização de uma nova autópsia foi solicitada pela família da vítima, com apoio da Defensoria Pública da União (DPU), após questionamentos sobre inconsistências no atestado de óbito emitido pela Embaixada do Brasil em Jacarta. De acordo com a família, o documento se baseava apenas nas informações da necropsia feita na Indonésia, que não esclarecia de forma definitiva se Juliana poderia ter sido socorrida a tempo.

O primeiro exame foi feito no hospital de Bali em 26 de junho, um dia após a remoção do corpo do parque nacional. Segundo o legista indonésio Ida Bagus Putu Alit, Juliana morreu em decorrência de múltiplas fraturas internas, com provável morte em menos de 20 minutos. Ele também descartou hipotermia como causa ou fator agravante. A nova autópsia no Brasil reforça a conclusão de que a causa da morte foi o impacto da queda.

Foto: Reprodução – Instagram

Com informações do Metrópoles

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