sábado, março 7, 2026
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Nova Liga do Brasileirão prevê negociação coletiva de direitos de TV e limita disparidade nas cotas

Documento une Libra e Liga Forte União e cria modelo para comercialização conjunta de direitos e ativos até 2039.

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A criação da chamada “Nova Liga” para o Campeonato Brasileiro ganhou novo impulso com a elaboração de um memorando de entendimento (MOU) entre os blocos Libra e Liga Forte União (LFU), segundo apurado pelo colunista do UOL, Rodrigo Mattos. O documento estabelece princípios de cooperação entre as entidades e propõe a negociação conjunta de direitos de transmissão e propriedades comerciais dos clubes até 2039.

O acordo, embora ainda sem a adesão de clubes como Flamengo, Corinthians e Palmeiras, representa um passo relevante na tentativa de unir os principais times do país em torno de um modelo mais sustentável de distribuição de receitas.

Metas

Entre os principais objetivos do documento estão a criação da Nova Liga, a definição do compromisso de negociação conjunta de direitos de TV e marketing, e a formação de um comitê com membros da Libra e da LFU para conduzir os trabalhos e representar os clubes nas negociações. 

A previsão é de que a liga seja oficialmente constituída em até seis meses. No entanto, mesmo que isso não ocorra, o memorando assegura que os clubes permaneçam vinculados à negociação coletiva dos direitos, impedindo negociações individuais com empresas do setor.

Além disso, está vedada a condução de negociações paralelas. Caberá a uma agência ou consultores, indicados pelo comitê, negociar os ativos de mídia e marketing em nome dos clubes.

Propriedades comerciais compartilhadas

Quatorze tipos de ativos foram listados no anexo do MOU e cedidos à Nova Liga para exploração conjunta. Entre eles estão os direitos de áudio e vídeo; placas publicitárias nos estádios; jogos fantasy; naming rights do Campeonato Brasileiro; direitos de imagem de atletas e símbolos dos clubes, entre outros.

A Nova Liga também recomenda que, caso haja venda parcial de direitos por algum clube, isso seja comunicado previamente ao grupo. A prioridade é contar com apenas um investidor nesse processo de comercialização.

Divisão das receitas

O MOU propõe um modelo de divisão semelhante ao que já é praticado na LFU e na Libra. Do total arrecadado, 85% devem ser direcionados à Série A e os 15% restantes à Série B. Dentro da elite, a partilha seguiria três critérios: 40% de forma igualitária; 30% com base no desempenho esportivo e 30% considerando a audiência de cada clube.

A performance, por exemplo, já possui uma tabela detalhada: o campeão nacional fica com 9,5% da fatia por desempenho; o vice, com 9,1%; o terceiro colocado, com 8,6%, e assim por diante, até os quatro últimos, que recebem 1,25% cada um.

Por outro lado, as regras específicas sobre audiência e outras propriedades comerciais ainda não estão definidas. O documento informa que os critérios serão estabelecidos em “comum acordo”, mas não detalha como se dará a votação entre os clubes.

Para evitar desigualdades excessivas, foi fixado um teto de disparidade entre os clubes: o time que mais arrecadar com a Nova Liga não poderá receber mais do que 3,5 vezes o valor do clube com menor receita.

Com informações de Rodrigo Mattos/UOL

Foto: Vladimir Vinogradov/iStock

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