HomeNotíciasAmazonasCineasta amazonense concorre a prêmio em Festival de Cinema

Cineasta amazonense concorre a prêmio em Festival de Cinema

Produção do Amazonas integra a mostra competitiva do Festival de Cuiabá, que tem foco em narrativas sobre a Amazônia

O cineasta amazonense Jimmy Christian representa o estado na 20ª edição do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá (Cinemato), que acontece entre os dias 14 e 20 de julho, em Mato Grosso. O evento deste ano destaca produções com olhar decolonial sobre a Amazônia e presta homenagem ao pioneiro Silvino Santos, conhecido por registrar a floresta em imagens no início do século 20.

A obra de Jimmy Christian, intitulada Mawé, está entre os seis longas-metragens selecionados para disputar o Troféu Coxiponé. A ficção acompanha uma jovem indígena dividida entre os ritos de sua aldeia e as pressões da vida urbana. A proposta se alinha à curadoria do festival, que prioriza narrativas diversas e protagonizadas por grupos historicamente marginalizados.

A programação deste ano conta ainda com 15 curtas-metragens. Segundo o diretor do festival, Luis Borges, a seleção visa romper com a visão eurocêntrica que ainda predomina nas representações do Brasil. “O tema deste ano, na verdade, não tem como propósito apenas cineastas ou filmes realizados na Amazônia. É trazer filmes que promovam uma desconstrução desse olhar eurocêntrico que a gente tem sobre o nosso país, sobre os sujeitos desse país”, afirma.

Cultura, identidade e resistência

Além do longa amazonense, a mostra competitiva inclui produções de estados como Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rondônia. Entre os destaques estão Pedra Vermelha, que retrata o impacto de megaprojetos no Sul do Brasil, e O Silêncio das Ostras, que aborda o desastre em Brumadinho sob uma perspectiva sensorial.

Os filmes selecionados dialogam com temas como pertencimento, memória, justiça ambiental e resistência cultural. Para Luis Borges, festivais como o Cinemato são fundamentais para promover o cinema nacional em regiões fora do circuito comercial. “Com as oficinas que eram realizadas no festival, começou a se preparar uma mão de obra para poder realizar os filmes, os novos projetos, os projetos contemporâneos que começaram a surgir estimulados a partir da realização do festival.”, diz.

Encerramento e homenagem

A atriz Dira Paes será a responsável por entregar o Prêmio que leva seu nome na cerimônia de encerramento, no dia 20 de julho. A honraria reconhece mulheres com atuação de destaque no audiovisual e na luta por causas socioambientais. Dira foi premiada no festival em 1996, por sua atuação em Corisco & Dadá, e retorna ao evento como diretora do longa Pasárgada.

Ela destaca a relevância do cinema nacional ao abordar temas universais com raízes locais. “Para mim é uma honra fazer parte de um festival que eu vi nascer na sua primeira edição. É um festival que tem um DNA próprio, que se correlaciona com a sua região, com os seus conteúdos, as suas demandas, as suas reflexões, sobre a potência desse bioma onde ele acontece. Me sinto orgulhosa de entregar pessoalmente um prêmio como meu nome”, afirma.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Reprodução Filme Mawé/Jimmy Christian

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