O influenciador digital Hytalo Santos, conhecido por vídeos de dança e ostentação, é alvo de novas acusações de promover a sexualização de menores na internet. A denúncia mais recente foi feita pelo youtuber Felca, que publicou um vídeo detalhando práticas que, segundo ele, expõem adolescentes a conteúdos com conotação sexual para atrair visualizações e engajamento.
No dia 7 de agosto, Felca, que soma cerca de 13 milhões de seguidores no YouTube e Instagram, divulgou um vídeo de quase 50 minutos denunciando o que chamou de “circo macabro” envolvendo o trabalho de Hytalo Santos. O youtuber afirma que o paraibano explora a imagem de jovens, em especial de Kamyla Maria Silva, conhecida como Kamylinha, que teria iniciado a participação nos vídeos aos 12 anos.
Segundo Felca, a adolescente passou a aparecer em conteúdos com danças sensuais, consumo de bebidas alcoólicas e situações de intimidade inadequadas para sua idade. Ele sustenta que essas postagens atraem não apenas adolescentes e mães, mas também homens adultos com interesses sexuais por menores, incluindo pedófilos.
O caso ganhou repercussão imediata e, no dia seguinte, os perfis de Hytalo Santos e Kamylinha no Instagram foram desativados. No caso de Kamylinha, a plataforma informa que a conta está indisponível no Brasil devido a ordem judicial do Ministério da Fazenda.
As acusações chegam enquanto Hytalo já era investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) desde dezembro de 2024, após denúncia anônima feita ao Disque 100 sobre possível exploração de crianças e adolescentes. A promotora Ana Maria França, de Bayeux, apura o conteúdo postado, as idades e o vínculo dos jovens com o influenciador.
Além do caso envolvendo menores, Hytalo responde a outros processos. Em maio de 2025, um ex-motorista o processou por assédio moral e sexual, alegando ter sido forçado a presenciar atos íntimos e a cumprir jornadas excessivas. Ele também é acusado de fraude em um sorteio de R$ 50 mil, que pode resultar em indenização de R$ 65 mil caso seja condenado.
Outro lado
Nas redes sociais, Hytalo afirmou que os adolescentes que frequentam sua casa contam com autorização das mães e que algumas são emancipadas. Ele diz ser vítima de difamação e que sua assessoria jurídica está tratando do caso, sem responder diretamente às acusações de Felca.
O vídeo de Felca, que já ultrapassa 3 milhões de visualizações, provocou debates sobre a responsabilidade de influenciadores digitais e os riscos de exposição precoce de menores nas redes sociais.


