A traficante Eweline Passos Rodrigues, conhecida como “Diaba Loira”, de 28 anos, foi assassinada na noite de 14 de agosto de 2025, durante um confronto armado entre integrantes das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), nas comunidades do Fubá e do Campinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, Eweline havia trocado recentemente o CV pelo TCP, decisão que provocou ameaças de morte por parte de antigos comparsas. A mudança de lado teria sido motivada, em parte, pela execução de sua mãe, que ela atribuía ao CV.
O corpo foi encontrado na Rua Cametá, em Cascadura, com marcas de tiros na cabeça e no abdômen, além de sinais de extrema violência. Vídeos e fotos que circularam nas redes sociais mostram a vítima parcialmente despida e com o crânio exposto. Membros do TCP chegaram a tentar resgatar o corpo durante o confronto, mas o abandonaram ao fugir. A identificação preliminar foi feita com base em tatuagens, mas a confirmação oficial ainda está em andamento.
Procurada pela polícia por tráfico de drogas, roubos e homicídios, Eweline era conhecida por ostentar armas de grosso calibre nas redes sociais e provocar rivais e autoridades. Ela entrou para o crime após sobreviver, em 2022, a uma tentativa de feminicídio cometida pelo ex-companheiro, que a atingiu com um tiro no pulmão. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios, que trabalha com a hipótese de acerto de contas entre facções rivais.




