sábado, março 7, 2026
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Falsa professora de Direito é condenada a 10 anos de prisão

Justiça da Bahia sentenciou Cátia Regina Raulino por fraudes acadêmicas, uso de documentos falsos e plágio de alunos

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Foto: Reprodução/Currículo Lattes

A Justiça da Bahia condenou Cátia Regina Raulino, conhecida como a “falsa professora” de Direito, a 10 anos e 50 dias de prisão em regime fechado. A decisão foi proferida em 15 de agosto de 2025 pela 2ª Vara Criminal Especializada de Salvador, que também determinou o pagamento de indenizações por plágio e uso de documentos públicos falsos.

Cátia ganhou notoriedade ao se apresentar como advogada e acadêmica com múltiplos títulos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, todos forjados, segundo as investigações. Com os diplomas falsos, ela chegou a lecionar e ocupar cargos de coordenação em faculdades de Salvador, além de ter atuado como supervisora no Tribunal de Justiça da Bahia. O Ministério Público denunciou o caso em 2020, após denúncias de alunas que descobriram plágios em seus trabalhos.

As investigações revelaram que Cátia publicava artigos e livros com trechos de TCCs de ex-alunos sem qualquer citação ou autorização. Em 2022, ela já havia sido condenada a indenizar um estudante em R$ 25 mil por plágio, além de multa e retratação pública. No julgamento mais recente, a Justiça fixou indenizações de R$ 10 mil para cada uma das três vítimas identificadas.

Presente nas redes sociais, onde chegou a reunir mais de 180 mil seguidores se promovendo como especialista em Direito Tributário, Cátia chegou a ser presa em 2021 em Balneário Camboriú (SC), mas respondia em liberdade desde maio daquele ano. Apesar de ter concluído um curso de Direito em 2023, não há registros de aprovação na OAB ou de atuação como advogada regularizada. A defesa informou que vai recorrer da decisão.

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