sábado, março 7, 2026
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Preços da cerveja sobem no Brasil com reajustes da Heineken e Ambev

Os dados fazem parte de um relatório especial do Bank of America (BofA)

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Os dados fazem parte de um relatório especial do Bank of America (BofA) - (Foto: Freepick)

Os preços da cerveja no Brasil avançaram entre julho e agosto, puxados principalmente pelos reajustes da Heineken, que aumentou em média 6% o valor de seus produtos no país. Esse movimento levou a Ambev (ABEV3) a rever sua política de preços, com uma alta média de 3,3%. As informações são do InfoMoney.

Os dados fazem parte de um relatório especial do Bank of America (BofA), que acompanha mais de 1.500 amostras de preços diariamente em 19 marcas, tanto no consumo em bares e restaurantes (on-trade) quanto no comércio de supermercados, atacadistas e pequenas lojas (off-trade).

Segundo os analistas, a Heineken vinha de uma estratégia distinta da rival. Enquanto a Ambev reajustou preços em abril e maio, a concorrente reduziu em 2% no segundo trimestre, movimento que pressionou a participação de mercado da Ambev, como confirmado nos resultados do segundo trimestre deste ano (2T25). O quadro mudou em julho, quando a Heineken subiu preços, movimento já visível para o consumidor.

Entre junho e agosto, as marcas do grupo tiveram alta de 6,1%, com exceção da Devassa, que saltou 24%. A Ambev, que havia reduzido preços em junho, recuperou parte do terreno e agora opera com índice 2% acima do observado em maio. A inflação da cerveja acompanhou o movimento, acelerando de 0,14% em junho para 0,29% em julho, sendo 0,45% no off-trade e 0,06% no on-trade. O resultado ficou acima da inflação geral, medida em 0,26%.

A disputa entre as marcas premium também trouxe mudanças. A Heineken elevou em 3,4% os preços de sua cerveja principal entre junho e agosto. A Ambev seguiu e reajustou a Corona em dígito alto e a Stella Artois em dígito baixo. Ainda assim, a diferença de preços favoreceu a Heineken.

No primeiro trimestre de 2024, a cerveja holandesa custava 13% menos que a Corona e 4% a mais que a Stella. Agora, está 28% abaixo da Corona e 2% abaixo da Stella, segundo cálculos dos analistas. Para o BofA, a continuidade da expansão de capacidade da Heineken combinada com preços mais atrativos tende a favorecer ganho de participação de mercado.

No segmento de marcas de maior volume, a Amstel, da Heineken, registrou alta de 7,5%, enquanto a Ambev aumentou a Budweiser em dígito baixo na casa dos teens (expressão que indica alta de dígito baixo na casa dos 10%) e a Spaten em dígito baixo. A Skol subiu levemente, a Brahma ficou estável e a Devassa, da Heineken, avançou em dois dígitos. Já a Itaipava, da Petrópolis, não teve alteração e ampliou a diferença de preço em relação à Skol, passando de 20% no início deste ano para 25%.

O Bank of America manteve visão neutra sobre as ações da Ambev. Os analistas dizem que o segundo semestre deste ano tende a ser marcado por consumo mais moderado, custos em alta e concorrência acirrada. O papel da companhia é negociado a 11,8 vezes o preço sobre lucro esperado para 2026 (P/E), contra 13,3 vezes da Anheuser-Busch InBev (ABI), diferença que está abaixo da média histórica de desconto de 20%.

Fonte: InfoMoney

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