Os Estados Unidos enviaram um esquadrão anfíbio para o sul do Caribe, próximo à costa da Venezuela, como parte de uma operação voltada oficialmente ao combate ao narcotráfico. A mobilização, iniciada em 14 de agosto de 2025, envolve o Grupo Anfíbio de Prontidão Iwo Jima (ARG), sob o comando do Southcom (Comando Sul dos EUA).
A força é composta pelos navios USS Iwo Jima (LHD-7), USS Fort Lauderdale (LPD-28) e USS San Antonio (LPD-17), além de três destróieres equipados com o sistema Aegis (USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson). O grupo conta ainda com um submarino de ataque nuclear, aeronaves P-8 Poseidon e cerca de 4.500 militares, incluindo 2.200 fuzileiros navais da 22ª Unidade Expedicionária.
Tensões com a Venezuela
O governo dos EUA declarou que a missão busca enfrentar “organizações narcoterroristas”, como o Cartel de Sinaloa, no México, e o Tren de Aragua, na Venezuela. Em Caracas, o presidente Nicolás Maduro reagiu à mobilização e anunciou a ativação de 4,5 milhões de milicianos, denunciando a ação como uma “agressão imperialista”.
Apesar de Washington afirmar que a operação ocorre em águas internacionais e não representa intervencionismo, a movimentação despertou preocupação em países vizinhos. O Brasil acompanha a situação com cautela por causa da fronteira de mais de 2 mil quilômetros com a Venezuela.
A mobilização pode ser considerada uma demonstração de força e um gesto de pressão sobre o regime de Maduro, especialmente após os EUA oferecerem US$ 50 milhões por informações que levem à captura do líder venezuelano. O governo Trump também vincula a operação ao esforço de reforçar a segurança na fronteira sul americana e reduzir a migração, tendo o narcotráfico como justificativa central.




