Dois estudantes de 17 anos, matriculados no 2º ano do ensino médio, foram identificados elaborando um plano para atacar escolas do Distrito Federal. Eles gravavam vídeos produzindo armas artesanais e discutindo estratégias para a ação. A coordenação da unidade de ensino descobriu o material e acionou imediatamente a Polícia Civil do DF (PCDF), que passou a investigar o caso.
As investigações revelaram que os adolescentes mantinham conversas em fóruns virtuais, onde diziam que “entrariam para a história”. Em perfis de redes sociais, usavam nomes que faziam referência a atiradores responsáveis por massacres em escolas norte-americanas.
Além disso, os jovens administravam um site com mensagens de ódio contra mulheres, negros e pessoas LGBTQIAPN+, além de conteúdos de exaltação ao nazismo. Para ampliar a disseminação, também recorriam ao TikTok, mas algumas contas foram removidas por violações de regras da plataforma. O site chegou a ser retirado do ar em junho, depois que a mãe de um dos adolescentes descobriu a página e exigiu que fosse apagada.
A polícia recolheu um amplo conjunto de provas, incluindo vídeos, transmissões online e conversas em aplicativos, que apontam possíveis crimes como ameaças, incitação ao ódio e apologia ao nazismo.
Em nota, a Secretaria de Educação do DF informou que adotou todas as medidas necessárias e encaminhou a situação à Polícia Civil. O órgão destacou que a Diretoria de Apoio à Saúde dos Estudantes (Diase) acompanhará os adolescentes e dará suporte às escolas envolvidas. Por se tratar de menores de idade, outras informações não serão divulgadas.
*Com informações do Correio Braziliense
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