A Polícia Civil deflagrou, na quinta-feira (4), uma operação para apurar denúncias de eutanásias irregulares de cães na Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.
De acordo com a delegada Luciane Bertolletti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, a investigação teve início a partir de denúncias e apontou que o número de animais sacrificados no órgão era maior do que o esperado: cerca de 240 em apenas oito meses.
Uma das pessoas investigadas, segundo a polícia, teria utilizado cães resgatados como forma de arrecadar doações via PIX na internet. Após as campanhas, os animais eram submetidos à eutanásia dentro da própria estrutura da secretaria. A polícia apura ainda a suspeita de lavagem de dinheiro.
“Os indícios mostram uma matança desproporcional, movida por interesse financeiro. A investigada, que ocupava cargo de gestão, recolhia animais doentes, divulgava em redes sociais para pedir ajuda financeira e, pouco tempo depois, esses cães desapareciam”, afirmou a delegada.
A RBS TV apurou que a apuração se concentra no período em que a protetora Paula Lopes chefiava a pasta. Nomeada em janeiro deste ano, ela foi exonerada em 18 de agosto pela prefeitura e agora é investigada por suspeita de maus-tratos e estelionato.
As investigações também se estendem a gatos que estariam confinados de forma irregular em contêineres usados pela secretaria.
Pelas redes sociais, Paula Lopes declarou que teve o celular apreendido e alegou perseguição política. “Sempre tive como objetivo ajudar os animais. Isso incomoda quem usa essa pauta de outra forma. Desde a minha entrada na secretaria, virou esse caos. Em breve vou divulgar as verdades”, escreveu.
Em nota, a Prefeitura de Canoas informou que colabora com a Polícia Civil e instaurou procedimento interno para apurar os fatos.
*Com informações do G1




