A coletânea de contos “Do Mato ao Asfalto” nasceu do desejo de escritores amazonenses e autores que escolheram o estado como lar, de perpetuar vozes e memórias de uma terra marcada pela autenticidade e pela mística.
Reunindo 12 escritores, o livro resgata e recria o olhar amazônico sobre causos, lendas e relatos que atravessam gerações, preservando a riqueza cultural presente nas margens dos igarapés, nos beiradões e no cotidiano das comunidades.
A publicação foi viabilizada com apoio do Governo do Amazonas e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, reforçando o compromisso com a valorização da arte, da literatura e da identidade amazônica.
Idealizado pela escritora e ilustradora amazonense Leila Plácido, o projeto destaca a tradição oral e dá visibilidade à literatura produzida na região. A proposta é mostrar que as histórias da Amazônia seguem vivas e pulsantes, transitando do mato ao asfalto, da memória à palavra escrita.
Estreias e trajetórias literárias
Entre os autores, está o Delegado-Geral Adjunto da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres, que estreia como escritor. Ele descreve a experiência como uma jornada de imaginação e memória.
“Tem lugares na nossa mente que só precisam de um empurrão para serem acessados”, afirmou Torres, explicando que encontrou inspiração em seus alunos do projeto Jovens Embaixadores. “Foi uma sensação boa e de leveza que só experimenta quem escreve”, completou.
A coletânea também marca a estreia de novos talentos, como Antônia Plácido, Eduardo Silva, Leandro Leite, Leiliane Dandara e Letícia Plácido. Ao lado deles, participam nomes já reconhecidos no cenário literário, como Elaine Andreatta, Jan Santos, Jefter Haad, Lucila Bonina, Lorena Souza e a própria idealizadora, Leila Plácido.
Arte e apoio cultural
Além dos contos, a obra conta com ilustrações exclusivas de Yan Bentes, Leila Plácido e Jefter Haad, que ajudam a dar vida às narrativas.




