A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou, nesta sexta-feira (3), o segundo caso suspeito de intoxicação por metanol em Brasília. O paciente, um homem de 47 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia com sintomas como náuseas, tontura, dores abdominais e comprometimento visual. Ele foi transferido para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde está intubado, em estado gravíssimo, recebendo hemodiálise e tratamento com etanol farmacêutico, usado como antídoto.
O caso ocorre um dia após a internação do cantor Gustavo da Hungria Neves, o Hungria, de 34 anos, no Hospital DF Star. O artista apresentou sintomas semelhantes após ingerir vodca em Vicente Pires. Seu quadro evolui de forma positiva e ele deve receber alta em breve, embora o diagnóstico definitivo ainda dependa de exames laboratoriais.
Preocuapação nacional
A crise de intoxicação por metanol preocupa autoridades em todo o país. O epicentro está em São Paulo, com 11 casos confirmados e mais de 90 suspeitos. Até 3 de outubro, o Ministério da Saúde havia registrado 113 notificações nacionais e ampliou o estoque de antídotos para hospitais de referência. A substância tem sido encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas como vodca, uísque e gin.
No Distrito Federal, equipes de vigilância intensificaram operações em bares, distribuidoras e adegas, resultando na apreensão de 19 litros de bebidas clandestinas. A Polícia Federal investiga a participação de redes criminosas que utilizam metanol, originalmente destinado à indústria, para adulterar combustíveis e bebidas alcoólicas.
Riscos e prevenção
O metanol é altamente tóxico porque se transforma em ácidos no organismo, podendo causar cegueira, falência de órgãos e até morte. Os sintomas podem começar como uma “ressaca forte”, mas evoluem rapidamente. O Ministério da Saúde alerta para que consumidores evitem produtos de origem duvidosa e sempre verifiquem o selo de qualidade antes de consumir bebidas alcoólicas.




