O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Vinicius Almeida, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Estado do Rio de Janeiro teve “coragem” ao enfrentar o que classificou como “narcoterrorismo”, em referência à Operação Contenção, que resultou na morte de mais de 130 pessoas nos complexos da Penha e do Alemão, na capital fluminense.
Durante coletiva, o secretário destacou a presença de foragidos de vários estados entre os mortos e presos na ação, incluindo o Amazonas, e defendeu a necessidade de uma articulação federal para combater as organizações criminosas que atuam de forma interestadual.
“O grande questionamento que nós temos que fazer é o porquê que, por exemplo, nós tivemos no dia de ontem (29) 15 presos foragidos da Bahia, 5 presos foragidos do Pará, um preso de Pernambuco, um preso do Espírito Santo e tem mais um que eu não vou recordar, mas foram um total de 23 presos. Da mesma forma que nós temos foragidos do Amazonas, homicídios tanto na Penha quanto na Alemão. Destaco que desses foragidos vários já foram presos por nós, vários, vários”, afirmou o secretário.
Almeida criticou a legislação penal vigente, apontando que muitos criminosos voltam às ruas após serem presos.
“Na verdade, todos esses foragidos já foram presos em algum momento. E aí fica um questionamento, primeiro questionamento, por que que foram presos e estão soltos? Leis que permitem isso, infelizmente. E ontem nós vimos a coragem do Estado do Rio de Janeiro em enfrentar esse narcoterrorismo.”
Vinicius Almeida ainda afirmou que a SSP-AM está acompanhando os desdobramentos da operação no Rio e disse esperar apoio federal para a continuidade das ações contra o crime organizado.
“Nós estamos acompanhando sim o desdobramento do Rio de Janeiro, porque vai ser um grande desdobramento, porque a partir de agora, e a gente espera que o governo do Rio tenha apoio federal para continuar com as suas missões, não vai ter mais local para se esconder”, concluiu.
A Operação Contenção, conduzida pelas forças de segurança do Rio de Janeiro na última terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do estado, com 132 mortos, segundo a Defensoria Pública. O governo fluminense contabiliza 121 mortes.




