sábado, março 7, 2026
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Prefeitura de David Almeida prorroga gasto de R$ 4,6 milhões com som enquanto educação segue em greve

A informação consta no Diário Oficial do Município

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(Ilustração: Ranyere Frota)

Mesmo em um período em que a rede municipal de ensino enfrenta uma greve motivada pela Reforma da Previdência enviada pelo próprio Executivo à Câmara Municipal, a Prefeitura de Manaus, sob gestão do prefeito David Almeida (Avante), prorrogou por mais seis meses um contrato de prestação de serviços de sonorização no valor de R$ 4,6 milhões. A informação consta no Diário Oficial do Município.

O extrato do quarto termo aditivo foi publicado no dia 6 de novembro de 2025, cerca de dois meses antes das tradicionais festividades de Natal na capital. O aditivo amplia o prazo e repete o valor do Contrato nº 116/2023, firmado entre a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e a empresa Barra Som Sistemas de Áudio LTDA-EPP.

O documento prorroga a prestação dos serviços — que incluem montagem, desmontagem, transporte e locação de equipamentos — até 21 de abril de 2026, utilizando como base a Ata de Registro de Preços nº 0094/2022.

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O extrato, contudo, não esclarece que tipos de equipamentos compõem essas categorias técnicas nem detalha quais eventos específicos serão beneficiados durante o período de vigência, deixando em aberto a destinação prática dos recursos.

A empresa

Sediada no bairro Compensa e especializada em sonorização e iluminação, a Barra Som Eventos Ltda., responsável pelo contrato prorrogado, possui capital social de R$ 2,5 milhões e tem como sócio-administrador Eduardo Freitas de Mendonça, segundo dados da Receita Federal.

Greve

A decisão ocorre enquanto professores da rede municipal mantêm mobilização contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 8/2025, que altera regras de aposentadoria dos servidores públicos.

A medida, chamada pelos trabalhadores de “PL da Morte”, foi aprovada em primeira votação no início deste mês e levou o Asprom Sindical a convocar paralisações, vigílias e atos na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Segundo a entidade, a categoria está em estado de greve desde 7 de novembro e aguarda a segunda votação do projeto, ainda sem data definida.

Outro lado

O Convergente entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e a empresa sobre a prorrogação do contrato, mas até a publicação da reportagem, sem retorno. O espaço segue aberto para devidas manifestações.

Confira o extrato:

Por: Bruno Pacheco
Ilustração: Gabriel Torres
Revisão Jurídica: Letícia Barbosa

Fonte: O Convergente

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