sábado, março 7, 2026
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Ataque terrorista em comunidade judaica mata ao menos 16 pessoas em Sidney, na Austrália

Um atentado terrorista deixou 16 mortos e 29 feridos, incluindo dois policiais, durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney

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Um atentado terrorista deixou 16 mortos e 29 feridos, incluindo dois policiais, durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney(RS/Fotos Públicas)

Um ataque em uma das praias mais populares de Sidney, uma das principais cidades da Austrália, matou ao menos 16 pessoas e deixou outras 29 feridas no fim da tarde deste domingo (14), no horário local, e nesta madrugada pelo horário de Brasília. O ataque em Bondi foi realizado por dois homens durante a celebração judaica do Hanukkah, do qual participavam cerca de mil pessoas. Um dos atiradores morreu e o outro está em estado grave. Também conhecido como Festival das Luzes, durante o Hanukkah os judeus celebram a liberdade religiosa.

Um dos atiradores foi desarmado por um homem muçulmano identificado pela imprensa internacional como Ahmed, um vendedor de frutas e pai de dois filhos. Um vídeo que viralizou nas redes mostra o momento em que o homem surpreende um dos atiradores por trás e consegue retirar sua arma.

Em comunicado publicado no X, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, declarou que “as cenas em Bondi são chocantes e angustiantes”. “Meus pensamentos estão com todas as pessoas afetadas”, escreveu. Albanese também informou que o governo está trabalhando com a Polícia de Nova Gales do Sul e pede que a população acompanhe as informações oficiais.

Também em seu perfil no X, a polícia da região pediu aos presentes no ataque que compartilhem vídeos e informações por meio dos canais de denúncia do órgão. Além disso, disponibilizou canais de atendimento 24h para pessoas que necessitarem de auxílio psicológico.

Crimes de Israel e antissemitismo

Há três meses o governo australiano reconheceu o Estado palestino, ao lado de Reino Unido e Canadá. Albanese disse, em comunicado naquele momento, que o reconhecimento era “um esforço internacional para uma solução de dois Estados”.

Nessa ocasião, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, escreveu a Albanese dizendo que com a medida a Austrália incentiva o antissemitismo. Netahyahu voltou a relembrar esta mensagem após os ataques deste domingo.

Para o jornalista e fundador do Opera Mundi, Breno Altman, “o antissemitismo volta a se expandir pelo ódio aos crimes do Estado colonial e genocida de Israel”. Em manifestação na rede social X, Altman classificou o atentado como “repugnante” e acrescentou que poderia ter sido ainda pior caso um muçulmano não tivesse desarmado um dos atiradores.

O ministério das Relações Exteriores da Palestina também condenou o ataque, afirmando que rejeita todas as formas de violência e terrorismo. O ministério disse que “reitera sua firme rejeição a todas as formas de violência, terrorismo e extremismo, que contradizem os valores humanitários”, expressando em um comunicado sua “total solidariedade” com a “amiga Austrália”.

Por meio da sua conta no X, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeli Baqaei, condenou os ataques. “Como questão de princípio, o Irão condena o ataque violento contra civis em Sidney, Austrália. A violência terrorista e os assassinos em massa devem ser condenados, onde quer que sejam cometidos, por serem atos ilegais e criminosos”, escreveu.

Fonte: Brasil de Fato

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