sábado, março 7, 2026
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Justiça do Amazonas revoga prisão de acusado pela morte de palestino em Manaus

A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital e permite que o réu responda ao processo em liberdade

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O palestino Mohammad Manasrah, de 20 anos, estava de férias no Brasil quando foi morto com golpes de garrafa após uma briga na saída de uma casa noturna em Manaus, em fevereiro deste ano

A Justiça do Amazonas revogou a prisão preventiva de Bruno da Silva Gomes, acusado de matar Mohamad Manasrah e tentar matar o irmão da vítima, Ismail Manasrah, em fevereiro deste ano, em Manaus. A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital e permite que o réu responda ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Apesar da soltura, segundo o G1 Amazonas, Bruno segue pronunciado e será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular, assim como o outro acusado, Robson Silva Nava Júnior.

Ao fundamentar a decisão, o juiz destacou que a prisão preventiva é uma medida excepcional e que, neste estágio do processo, não há elementos que indiquem risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. O magistrado levou em conta o fato de Bruno ser réu primário, ter colaborado com as investigações, comparecido às audiências e que a fase de produção de provas já foi encerrada. Também foi ressaltado que não existem indícios concretos de tentativa de fuga.

Leia mais: Vídeo: Suspeito de matar jovem palestino após briga em casa noturna de Manaus é preso

Mesmo em liberdade, Bruno deverá cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com as vítimas, familiares e testemunhas, o uso de tornozeleira eletrônica, além de recolhimento domiciliar noturno e integral nos fins de semana. O descumprimento de qualquer uma dessas determinações pode resultar na decretação de nova prisão.

A sentença de pronúncia foi mantida pelo magistrado, que entendeu haver prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria, requisitos que justificam o envio do caso ao Tribunal do Júri. Assim, caberá aos jurados a análise definitiva sobre a responsabilidade penal dos acusados. Durante a fase de instrução, foram ouvidas testemunhas, a vítima sobrevivente e um dos réus.

Já Robson Silva Nava Júnior, apontado como coautor do crime, não compareceu a algumas audiências, foi declarado revel e permanece foragido. As defesas ainda podem recorrer das decisões judiciais antes que a data do julgamento seja definida.

Segundo denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), o crime ocorreu em 8 de fevereiro, após uma discussão em uma casa noturna. Os acusados teriam atacado as vítimas com um gargalo de garrafa. Conforme a acusação, Bruno teria se escondido entre carros para surpreender Mohamad Manasrah, enquanto Robson distraiu o grupo, impedindo a fuga. Mohamad morreu no local, e o irmão, Ismail, sobreviveu, mas ficou ferido.

A reportagem tenta contato com a defesa de Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior para obter um posicionamento sobre o caso. O espaço seguirá aberto para devidas manifestações.

(*) Com informações do G1

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