sábado, março 7, 2026
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Prisão de Maduro reacende disputa internacional por interesses econômicos, analisa cientista político

Para o especialista, ação dos EUA revela interesses econômicos e pode abrir um precedente perigoso nas relações internacionais.

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Prisão de Maduro - análise cientista político
Capa: Gabriel Torres

Após a prisão de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, ocorrida neste sábado (3), após um ataque dos Estados Unidos, o cientista político e presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB-AM, Helso Ribeiro, analisou o cenário geopolítico envolvendo o episódio. Segundo ele, há interesses “escondidos” por trás da ação, considerada uma ingerência dos EUA contra a nação venezuelana.

Para Helso Ribeiro, a situação deveria ser tratada internamente, sem a interferência de outros países. O especialista pontua ainda que o episódio pode abrir um “precedente perigoso”, estimulando atitudes semelhantes em outros contextos de oposição política.

“Eu acredito que esse seja um assunto interno da Venezuela e eu adoraria que eles resolvessem isso sem a ingerência externa e que esse tipo de atitude é um precedente perigoso. Imagina em nome do narcoterrorismo você resolve invadir o país que te faz oposição, que você não é simpático, sabendo que por traz disso tudo tem um véu de petróleo, tem um interesse forte, a Venezuela tem uma das maiores reservas petrolíferas do mundo, por traz disso tem os interesses econômicos que estão em jogo neste momento”, pontuou Ribeiro.

Implicações para o Brasil

Questionado sobre os possíveis impactos para o Brasil, Helso Ribeiro destacou que a crise venezuelana já afeta o país há algum tempo, especialmente o estado de Roraima, onde os serviços essenciais, como saúde e educação, estão sobrecarregados.

“A crise venezuelana já tem implicações aqui no Brasil. Nós sabemos que o Brasil está entre os três países que mais recebem refugiados venezuelanos. A região de Pacaraima, lá no estado de Roraima, já é crítica, porque os serviços essenciais de saúde e educação já não comportam mais o número de venezuelanos que migrou, até por uma questão humanitária, para esta reunião. Aí é o tal negócio: fogo na casa do vizinho não é interessante para nossa casa. A gente espera que tudo seja resolvido da melhor forma possível e democrática”, asseverou Helso Ribeiro.

Leia mais: EUA denunciam Maduro por narcoterrorismo e anunciam julgamento em Nova York

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