Com 16 vagas de garagem, um apartamento de quase 1.000 m² que ocupa um andar inteiro do Edifício Mansão Wildberger, em Salvador, ficou na mira da Polícia Federal na 9ª fase da Operação Overclean, deflagrada na manhã desta terça-feira (13/1).
Avaliado em cerca de R$ 50 milhões, o imóvel está ligado ao deputado federal Félix Mendonça Júnior (PFT-BA), apontado como alvo central desta etapa da investigação. As informações são da coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
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O empreendimento, localizado no Largo da Vitória, é considerado o prédio residencial mais luxuoso da capital baiana e abriga celebridades e empresários.
Segundo apuração da coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, equipes da PF estiveram no condomínio e também cumpriram ordens judiciais em outros endereços relacionados ao parlamentar, como o apartamento funcional em Brasília e a sede estadual do PDT, na Bahia.
As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Luxo fora do padrão
Além das 16 vagas, a unidade de alto padrão reúne diferenciais raros mesmo no mercado premium: píer privativo, teleférico com acesso ao mar, amplas áreas sociais com vista para a Baía de Todos-os-Santos, sistemas avançados de automação e infraestrutura completa de lazer.
Os seis últimos pavimentos do edifício concentram apartamentos de quase 1.000 m², considerados “joias” da engenharia local.
Elo com fases anteriores
O avanço até o núcleo político só foi possível após a 4ª fase da Overclean, quando o assessor parlamentar Marcelo Chaves Gomes foi apontado como operador do esquema.
O material apreendido naquela etapa, segundo investigadores, forneceu lastro probatório para aprofundar a apuração sobre a destinação e a execução de emendas parlamentares, com indícios de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
O que diz a defesa
Em nota, a assessoria do deputado afirmou que ele recebeu a ação com surpresa, declarou-se inocente, negou qualquer negociação de emendas ou indicação de empresas e disse colaborar com as investigações. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: Coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles


