Os pais do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, divulgaram neste domingo, 18, um vídeo nas redes sociais para atualizar o público sobre o andamento das investigações que apuram a morte do filho. Na gravação, eles detalham os trâmites legais e processuais do caso e agradecem a rede de apoio que tem se solidarizado com a família desde a tragédia.
A morte de Benício ocorreu em novembro de 2025, após o menino receber uma dose de adrenalina aplicada diretamente na veia, quando o medicamento deveria ter sido administrado por via inalatória, durante atendimento em um hospital particular, o Hospital Santa Júlia. Segundo a família, o erro resultou em paradas cardíacas sucessivas, levando ao falecimento da criança.
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De acordo com o pai, Bruno Freitas, as investigações seguem em três vertentes. A primeira é a criminal, conduzida pela Polícia Civil. Todos os envolvidos já foram ouvidos, e o inquérito aguarda a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que analisa tanto a documentação do caso quanto os resultados da autópsia. Paralelamente, a polícia técnico-científica avalia possíveis falhas no sistema e na conduta médica.
Após a conclusão desses laudos, o delegado responsável deverá elaborar um relatório final e encaminhá-lo ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia à Justiça, podendo enquadrar o caso como homicídio culposo ou doloso. A família afirma esperar que o crime seja tratado como doloso, diante das circunstâncias da morte de Benício.
A segunda vertente envolve a apuração ético-profissional. No Conselho Regional de Medicina (CRM), uma sindicância foi aberta de ofício, e a família também apresentou uma denúncia formal. Segundo Bruno, o órgão aguarda as manifestações de todos os profissionais envolvidos para que um conselheiro elabore um relatório técnico, que será submetido à votação em plenário.
A expectativa dos pais é que o processo ético-profissional seja instaurado. Já em relação ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren), a família informou que aguarda retorno e mantém contato por e-mail, buscando participar do processo e apresentar formalmente a denúncia durante eventual julgamento.
A terceira frente é a esfera civil. Segundo Bruno Freitas, a família aguarda a produção e reunião de todas as provas para, então, ingressar com uma ação judicial contra todos os envolvidos, incluindo médicos, técnicos, enfermeiros e o hospital. O objetivo é a responsabilização pelos fatos e o reconhecimento da gravidade do ocorrido.
“A gente vai buscar a responsabilizações do que aconteceu e reconhecer a gravidade do que aconteceu com o nosso filho Benicio”, destacou Bruno Freitas.
A mãe de Benício, Joyce Xavier, também comentou o caso e reforçou a confiança nas instituições e que a família não busca vingança. “Confiamos nas instituições e acreditamos que a verdade precisa vir à tona com responsabilidade e justiça. Mais uma vez frisamos que não buscamos vingança, apenas justiça. Precisamos fazer isso pelo Benício e também para que nenhuma família passe pelo que estamos passando”, declarou.
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