Manaus deu início às articulações para sediar o 9º Fórum Nacional de Museus, previsto para ocorrer de 23 a 27 de novembro de 2026. A primeira reunião preparatória foi realizada na quarta-feira (11), no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi, no Centro da capital.
O encontro reuniu representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura (MinC), do Governo do Amazonas e de instituições parceiras, marcando oficialmente o começo da organização do maior evento do setor museal no país.
A abertura do Fórum está programada para acontecer no Teatro Amazonas, com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes. A programação será distribuída em diversos espaços culturais da cidade e parte das atividades terá transmissão on-line. A expectativa é reunir cerca de mil participantes, entre profissionais de museus, gestores, pesquisadores, estudantes e integrantes de redes e coletivos culturais de todas as regiões do Brasil.
Com o tema “Participação Social”, o 9º Fórum Nacional de Museus deve priorizar o diálogo federativo, a escuta qualificada e a definição de diretrizes estruturantes para o setor. Entre os assuntos previstos na pauta estão a reformulação do Sistema Brasileiro de Museus, a criação do Sistema de Participação Social do Ibram, a regulamentação do próprio Fórum e a construção da Política Nacional de Diversidade para Museus e Pontos de Memória.

O secretário executivo de Cultura do Amazonas, Cândido Jeremias, destacou o caráter coletivo da construção do evento e ressaltou a importância da realização do Fórum no estado. Segundo ele, a iniciativa é fruto de uma articulação conjunta entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Manaus, o Ministério da Cultura, o Ibram e outras instituições parceiras, com foco no fortalecimento das políticas públicas culturais e da economia criativa.
Para a presidente do Ibram, Fernanda Castro, a escolha da Amazônia como sede do encontro tem forte simbolismo. Ela ressaltou que, diante dos debates globais sobre mudanças climáticas e preservação ambiental, realizar o Fórum na região reforça a necessidade de discutir o “fator amazônico” e garantir que museus e memória sejam reconhecidos como direitos de toda a população brasileira.

A diretora do Departamento de Gestão de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Aline Santana, lembrou que a candidatura do Amazonas foi apresentada durante o 8º Fórum, em Fortaleza, e recebeu ampla adesão dos participantes. De acordo com ela, a realização do evento em Manaus representa uma oportunidade de projetar os museus e o patrimônio histórico, artístico e cultural da região para o país e para o exterior.

Além da mobilização institucional, a organização já articula a captação de recursos por meio da Lei Rouanet. O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes, apresentou orientações sobre o mecanismo de incentivo fiscal e reforçou que as informações estão disponíveis nos canais oficiais do ministério.

A Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC) atuará como proponente do projeto junto ao Ministério da Cultura. Segundo a gerente de projetos da entidade, Rejane Barbosa, estão sendo estruturadas parcerias com empresas nacionais e regionais para viabilizar o evento por meio da Lei Rouanet, fortalecendo a cooperação público-privada e reduzindo o impacto de recursos diretos do Governo do Estado.
Durante a reunião também foram debatidas questões relacionadas à infraestrutura, logística e integração entre as esferas federal, estadual e municipal. Participaram representantes da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, do Ibram, do MinC, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da AADC, além de instituições como Ufam, UEA, Suframa, Fieam e Manauscult.
Retomado em 2024 após sete anos sem edições, o Fórum Nacional de Museus consolida sua continuidade como espaço estratégico para a formulação de políticas públicas no setor. A escolha de Manaus reforça a descentralização das ações culturais, valoriza os museus amazônicos e amplia a visibilidade da região Norte no cenário museal brasileiro.




