sábado, março 7, 2026
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Instituto Butantan desenvolve pomada que acelera cicatrização e pode reduzir queloides

Ativo extraído de fungo da Caatinga mostrou segurança em testes pré-clínicos e já teve patente solicitada; produto agora passa por etapas regulatórias

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Imagem: Reprodução

O Instituto Butantan está desenvolvendo uma pomada com potencial para acelerar a cicatrização da pele e reduzir a formação de queloides; cicatrizes elevadas, endurecidas e, muitas vezes, acompanhadas de coceira e desconforto.

O diferencial do produto está no ativo, extraído de um fungo encontrado na Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro e ainda pouco explorado pela ciência. A substância foi isolada em 2010 pela cientista Ana Olívia de Souza, durante uma pesquisa voltada ao estudo de microrganismos da região.

Segundo o instituto, o objetivo inicial do estudo era mapear a diversidade de fungos da Caatinga e investigar possíveis aplicações biotecnológicas. No decorrer da pesquisa, os cientistas identificaram que uma das moléculas produzidas pelo fungo apresentava capacidade de estimular a regeneração celular; processo diretamente relacionado à cicatrização da pele.

Os testes pré-clínicos indicaram que a formulação é segura e possui atividade cicatrizante significativa. A partir desses resultados, o Butantan entrou com pedido de patente em 2018, buscando garantir a proteção da tecnologia desenvolvida.

Atualmente, o produto está sendo testado por uma startup farmacêutica, que conduz os estudos conforme as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa etapa é necessária para comprovar a eficácia e a segurança em humanos antes que o medicamento possa ser registrado e comercializado.

Caso os ensaios clínicos confirmem os resultados obtidos até agora e o produto receba aprovação regulatória, a pomada poderá se tornar um novo medicamento no mercado brasileiro, com potencial para beneficiar pacientes que sofrem com cicatrizações problemáticas e formação de queloides.

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