quarta-feira, março 11, 2026
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Governo cobra explicações do TikTok sobre vídeos misóginos que simulam agressões contra mulheres

Ministério da Justiça deu prazo de cinco dias para a plataforma detalhar como detecta e remove conteúdos violentos e se perfis foram pagos para divulgar a “trend”

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Homens simulam agressões a ouvirem resposta negativa a investidas amorosas - Reprodução/TIKTOK

O governo brasileiro cobrou explicações do TikTok nesta terça-feira (11) sobre as medidas adotadas pela plataforma para identificar e remover conteúdos misóginos, após a viralização de vídeos que simulavam agressões contra mulheres. As publicações circularam amplamente nos últimos dias e ganharam repercussão nas redes sociais por coincidirem com o Dia Internacional da Mulher.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, um ofício foi enviado à empresa solicitando esclarecimentos sobre o funcionamento dos sistemas de moderação de conteúdo e do algoritmo de recomendação da plataforma. A pasta também questiona se os perfis responsáveis pela divulgação dos vídeos receberam pagamento para impulsionar a tendência. O TikTok tem prazo de cinco dias para responder.

Os vídeos mostravam homens simulando chutes, socos e facadas contra manequins que representavam figuras femininas. As imagens eram acompanhadas de mensagens que justificavam a violência em caso de rejeição amorosa, sob a chamada “trend” intitulada “caso ela diga não”.

O ministério destacou que a responsabilidade da plataforma não se limita à remoção de conteúdos após notificações de autoridades. De acordo com a pasta, uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal ampliou a responsabilidade civil das redes sociais, que devem atuar de forma proativa para impedir a circulação de conteúdos que configurem crimes contra mulheres.

A polícia informou que quatro perfis responsáveis por publicar o material já foram identificados.

Em nota, o TikTok afirmou que as publicações denunciadas foram removidas e que sua equipe de moderação “segue atenta e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos sobre o tema”.

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