A programação expositiva de 2026 da Casa das Artes, localizada no Centro de Manaus, será retomada nesta sexta-feira (20/03), a partir das 18h, com uma mostra que reúne sete propostas artísticas e um projeto expositivo literário. A iniciativa faz parte das ações do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, voltadas à difusão das artes visuais e ao incentivo à produção contemporânea local.
A exposição apresenta múltiplas linguagens e processos criativos, abordando temas como identidade, território, memória, pertencimento e questões sociais. A proposta destaca a diversidade de trajetórias dos artistas participantes, evidenciando a pluralidade da produção artística amazonense na atualidade.
Na Sala 01, o artista Junio Gonçalves apresenta a exposição “Desenhar é pertencer, um relato visual de autoconhecimento através da arte”. Dividida em quatro atos, a mostra reúne desenhos e pinturas que retratam o processo de construção de sua identidade artística, com autorretratos, registros urbanos e experiências de desenho feitas em diferentes pontos da capital amazonense.
Já na Sala 02, o Coletivo Casa Jabutt exibe “Devagar y sempre: história da Casa Jabutt”, com curadoria de Onça Clandestyna e direção de Manauarou. A exposição reúne registros visuais e elementos performáticos que contam a trajetória do grupo, formado majoritariamente por pessoas trans e indígenas da região Norte, com destaque para vivências ligadas ao universo ballroom e questões de identidade e resistência.
A Sala 03 recebe “Legado Boechat, o código da vida”, de Ubirajara Boechat, com curadoria de Angelo Boechat. A mostra propõe um diálogo entre arte e ciência ao abordar a saúde dos rios amazônicos, com base em estudos realizados na região de Itacoatiara, refletindo sobre impactos ambientais e a relação entre sociedade e natureza.
Na Sala 04, o espaço “con.tempo.rane.idades” funciona como um laboratório criativo que reúne quatro artistas da geração Z: Alvo, Nico, Haisha e Caio Tinoco. As obras dialogam com temas contemporâneos, como desigualdade social, tecnologia, afetividade e identidade, propondo reflexões sobre o tempo presente.
No Espaço Parede, o artista Ney Metal apresenta “O Olhar do Viajante”, conjunto de desenhos produzidos a partir de experiências em diferentes estados da Região Amazônica. As obras retratam paisagens, modos de vida e aspectos culturais, compondo uma narrativa visual construída a partir do deslocamento e da observação direta.
A mostra segue aberta à visitação até maio, com funcionamento de quarta a domingo, das 15h às 20h. A classificação é livre e a entrada gratuita. A iniciativa reforça o compromisso com a valorização das artes visuais e a ampliação do acesso do público a produções que dialogam com o contexto amazônico e com temas contemporâneos.


