HomeNotíciasAmazonasCaso Benício: pais cobram laudo do IML para conclusão do inquérito

Caso Benício: pais cobram laudo do IML para conclusão do inquérito

Documento é etapa final do inquérito sobre o caso de Benício, de 6 anos; investigação foi prorrogada por mais 45 dias

Os pais de Benício Xavier Freitas, de 6 anos, cobraram, nesta quinta-feira (2), a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML), considerado essencial para encerrar o inquérito policial que apura a morte da criança, ocorrida em novembro de 2025, em Manaus.

Laudo é peça-chave para conclusão do inquérito

Joyce Xavier e Bruno Freitas afirmam que o documento representa a etapa final da investigação conduzida pela Polícia Civil do Amazonas. Sem o laudo, segundo a família, não é possível avançar para as próximas fases do processo.

A corporação solicitou a prorrogação do prazo por mais 45 dias para concluir o inquérito, que deverá subsidiar a análise do Ministério Público sobre eventual apresentação de denúncia.

Além disso, etapas como a atuação das defesas, a solicitação de perícias independentes e a emissão de novos pareceres técnicos também dependem da finalização do exame do IML.

Caso envolve erro em administração de medicamento

Benício morreu no dia 23 de novembro, após receber adrenalina por via intravenosa durante atendimento hospitalar. De acordo com as investigações, tanto a via quanto a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança.

Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu.

Família aponta prejuízos e suspeitas no andamento do caso

Os pais também relatam preocupação com a circulação de informações não oficiais sobre o laudo, o que, na avaliação deles, pode comprometer o direito à ampla defesa e prejudicar a busca pela verdade.

Eles citam ainda suspeitas de tentativa de fraude processual, possível adulteração de um vídeo apresentado como prova e a divulgação de versões que descartariam falhas no sistema Tasy EMR, utilizado pelo Hospital Santa Júlia para prescrição de medicamentos.

Segundo o casal, também há indícios de criação de informações com potencial de influenciar a opinião pública, o que, na visão deles, compromete a condução das investigações.

Dor prolongada e apelo por justiça

Para a família, a demora na emissão do laudo não apenas impede o avanço do caso, mas também prolonga o sofrimento diante da ausência de respostas oficiais.

“Estou aqui para implorar por justiça após quatro meses de espera pelo laudo do IML. Queremos que a Polícia Civil receba esse laudo para que possa oferecer a denúncia e os responsáveis sejam punidos. Não queremos vingança, mas sim que a justiça seja feita”, desabafou Joyce, mãe de Benício.

Médica também é investigada

Paralelamente, a Polícia Civil investiga a conduta da médica Juliana Brasil Santos, suspeita de envolvimento na adulteração de um vídeo utilizado para justificar a prescrição da adrenalina.

Perícias indicaram que o material apresentado teria sido manipulado. Mensagens encontradas no celular da profissional apontam que ela teria solicitado ajuda a colegas e oferecido pagamento pela produção do conteúdo.

A defesa nega irregularidades e sustenta que o vídeo é autêntico.

O caso segue em apuração no 24º Distrito Integrado de Polícia.

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