O ex-governador do Amazonas e pré-candidato ao Senado, Wilson Lima (UB), criticou publicamente na noite deste domingo, 26, a ação judicial movida pelo Observatório do Clima que tenta barrar o avanço das obras de pavimentação da BR-319. A manifestação foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais.
“Não dá mais pra aceitar a defesa da ‘floresta em pé’ e o povo do Amazonas de joelho. É isso o que faz a ONG Observatório do Clima, quando se posiciona contra a obra da BR- 319. Essa gritaria faz parte da agenda que alimenta a arrecadação de mais de R$ 300 milhões obtidos nos últimos anos por essa rede internacional, que já recebeu doação milionária até da fundação do bilionário George Soros. Preservar é importante, mas esquecer o nosso povo não é opção. A BR-319 é necessidade real e seguiremos lutando por ela.”, afirmou.
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A declaração ocorre em meio ao debate judicial sobre a rodovia. Na última semana, o Observatório do Clima ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal do Amazonas pedindo a anulação de editais lançados pelo DNIT para a pavimentação do chamado “trecho do meio” da BR-319, que compreende mais de 300 quilômetros da estrada.
A entidade questiona o enquadramento do projeto como obra de manutenção, o que, segundo a ação, permitiria a dispensa de um licenciamento ambiental completo. O pedido inclui, em caráter liminar, a suspensão imediata dos processos relacionados às obras até a conclusão de todas as etapas de licenciamento.
O tema também foi alvo de críticas do governador interino do Amazonas, Roberto Cidade (UB), que também se manifestou contra a iniciativa judicial e defendeu o avanço da rodovia como estratégica para a integração do estado.
A BR-319 é a única ligação terrestre do Amazonas com o restante do país e, ao longo dos anos, tem sido centro de debates que envolvem desenvolvimento regional e preservação ambiental, especialmente em relação ao impacto sobre áreas consideradas sensíveis da Amazônia.
A reportagem entrou em contato com o Observatório do Clima e solicitou posicionamento sobre as declarações e a ação judicial, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.



