A fase do Manaus na Série D do Campeonato Brasileiro segue preocupante. A derrota por 2 a 0 para o Monte Roraima, no último sábado, na Arena da Amazônia, pela sexta rodada da competição, aprofundou a pressão sobre o elenco e a comissão técnica. Com o resultado, o Gavião deixou o G-4 do Grupo A1 e chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitória, mesmo após mudanças no comando técnico e uma série de contratações para reforçar o grupo.
Após o apito final, um fato chamou atenção: a ausência da coletiva de imprensa da comissão técnica. O silêncio depois de mais um tropeço evidenciou o momento delicado enfrentado pelo clube, que ainda não conseguiu apresentar reação dentro da competição nacional.
A sequência sem triunfos começou ainda na passagem de Dico Woolley e se estendeu com a chegada de Paulo Roberto Santos. Nesse período, o Manaus acumulou derrotas para Nacional, São Raimundo-RR e Monte Roraima, além de empates contra o Manauara e o próprio Monte Roraima no duelo realizado em Boa Vista, no primeiro turno.
Trocas no comando ainda não surtiram efeito
As alterações na comissão técnica começaram antes mesmo da estreia na Série D. No dia 8 de março, o clube anunciou a saída de João Victor, treinador que conduziu a equipe às semifinais dos dois turnos do Campeonato Amazonense e assegurou calendário nacional para 2027, com classificação para a Copa do Brasil e a Série D.
Na sequência, a diretoria apostou em Dico Woolley, oficializado em 24 de março. A passagem, no entanto, durou pouco. Foram apenas três jogos à frente da equipe: eliminação nos pênaltis para o Londrina pela segunda fase da Copa do Brasil, vitória sobre o GAS-RR na estreia da Série D e derrota para o Nacional. A saída foi confirmada em 13 de abril, em decisão tratada como consensual.
No mesmo dia, Paulo Roberto Santos foi anunciado como substituto com a missão de recolocar o time no caminho das vitórias. Até aqui, porém, a mudança não trouxe a resposta esperada, e o treinador ainda busca o primeiro triunfo no comando esmeraldino.
Reformulação no elenco ainda não trouxe resultados
Além da troca de técnico, o Manaus promoveu uma intensa reformulação no grupo ao longo das últimas semanas.
Durante a gestão de Dico Woolley, chegaram o zagueiro Flávio Nunes, o volante João Felipe, o atacante Rhaillam Souza — desligado no último sábado —, o volante Willyam Maranhão, o meia Wallace Lucas, o centroavante Lucas Vieira e o atacante Juan Kelsen. O clube também renovou o vínculo do volante Bruno Bietkoski.

Já sob o comando de Paulo Roberto Santos, foram contratados o lateral-direito Watson Pires, o atacante Maycon Lima e o volante Anderson Feijão. Paralelamente, o atacante Wilson Júnior teve o contrato rescindido, mesmo tendo retornado ao clube por solicitação do próprio treinador.
Pressão aumenta por reação imediata
A sequência negativa já impacta diretamente a campanha do Manaus na Série D. Enquanto os concorrentes ampliam vantagem na tabela, o Gavião segue em busca de uma formação ideal e de maior consistência para reagir na competição.
Mesmo com mudanças no banco de reservas e reformulação no elenco, o time ainda não conseguiu encontrar regularidade nem apresentar uma identidade clara dentro de campo. O silêncio da comissão técnica após a derrota para o Monte Roraima acabou simbolizando o cenário vivido pelo clube: um ambiente de forte pressão e a necessidade urgente de respostas para retomar o caminho das vitórias.


