A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) revelou nesta quarta-feira (20) que uma mulher grávida mantida em cárcere privado por cerca de dez dias pode ter perdido o bebê durante o período em que esteve sob poder de integrantes de uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e tortura em Manaus.
O caso veio à tona durante a operação “Covil de Mamon”, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas para desarticular grupos criminosos com atuação no Amazonas, Santa Catarina, Paraíba e Roraima.
Segundo o delegado Fernando Bezerra, responsável pelas investigações, a vítima foi sequestrada durante uma ação de cobrança praticada pela organização criminosa e permaneceu em um imóvel usado como base operacional do grupo.
“Ela ficou praticamente dez dias em cárcere privado e há forte possibilidade de que tenha perdido o bebê nesse período”, afirmou o delegado durante coletiva.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre como ocorreu o sequestro, nem informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima.
A operação cumpriu, até a manhã desta quarta-feira, 20 dos 26 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Entre os alvos estão dois policiais militares do Amazonas, presos em Santa Catarina.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, a suspensão das atividades de sete empresas ligadas ao esquema criminoso e o sequestro de 42 veículos e sete imóveis.
Conforme as investigações, o grupo atuava oferecendo empréstimos ilegais com juros abusivos. Pessoas que atrasavam pagamentos eram submetidas a ameaças, agressões, extorsões, torturas e até sequestros.
A Polícia Civil também investiga possíveis homicídios ligados à atuação da organização.
Segundo a Polícia Militar do Amazonas, os dois agentes presos já respondiam a processos administrativos e criminais e estavam afastados das atividades operacionais.
O diretor de Comunicação da PMAM, coronel Andrey Oliveira, informou ainda que os policiais haviam deixado o Amazonas sem autorização judicial.
“Gostaria de reafirmar o compromisso da Polícia Militar em não compactuar com práticas criminosas ou corrupção dentro da corporação”, declarou.
Os presos foram encaminhados para a Delegacia-Geral da Polícia Civil, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus.
*Com informações do G1 Amazonas
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