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Amazonas registra aumento de 87 mil hectares na superfície de água em 2025, aponta MapBiomas

Estado teve o terceiro maior crescimento do país após dois anos de seca severa; aumento está associado ao maior volume de chuvas

O Amazonas registrou aumento de 87 mil hectares na superfície de água em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo MapBiomas. O estado aparece como o terceiro com maior crescimento do país, atrás apenas do Pará, que ganhou 142 mil hectares, e de Goiás, com 91 mil hectares.

De acordo com o levantamento, o avanço está relacionado ao aumento das chuvas em comparação com 2024, ano marcado por uma das secas mais severas já registradas na região amazônica.

A superfície de água corresponde às áreas cobertas por rios, lagos, represas e outras formações hídricas monitoradas pelo estudo.

Amazônia ficou acima da média histórica

O relatório mostra que o bioma Amazônia encerrou 2025 com superfície de água 2,6% acima da média histórica.

O resultado ocorre após dois anos consecutivos de redução dos corpos hídricos em diversas áreas da região, provocada principalmente pelos eventos de seca registrados em 2023 e 2024.

No cenário nacional, o Pará liderou o crescimento da superfície de água, com acréscimo de 142 mil hectares. Goiás aparece em seguida, com aumento de 91 mil hectares. O Amazonas ocupa a terceira posição, com expansão de 87 mil hectares.

Recuperação não ocorreu de forma uniforme

Apesar do aumento registrado no Amazonas e no conjunto do bioma amazônico, o levantamento aponta que a recuperação não ocorreu de forma homogênea.

Das 54 sub-bacias analisadas pelo MapBiomas, 20 permanecem abaixo da média histórica de disponibilidade de água.

O dado indica que parte das áreas afetadas pelas secas dos últimos anos ainda não recuperou os níveis observados em períodos anteriores.

Estudo aponta influência de eventos climáticos extremos

Segundo os especialistas responsáveis pelo levantamento, o regime hídrico da Amazônia tem sido cada vez mais influenciado por eventos climáticos extremos.

O estudo destaca que períodos de seca intensa e cheias expressivas vêm ocorrendo com maior frequência, alterando o comportamento dos rios e demais corpos d’água da região.

Embora os dados de 2025 apontem recuperação da superfície hídrica no Amazonas, o MapBiomas ressalta que a permanência de sub-bacias abaixo da média histórica demonstra a necessidade de acompanhamento contínuo das condições climáticas e hidrológicas na Amazônia.

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