O calendário eleitoral entra em uma nova etapa a partir do próximo dia 20 de julho, quando começam as convenções partidárias para as Eleições 2026. Até 5 de agosto, partidos políticos e federações deverão realizar reuniões internas para definir oficialmente os candidatos que disputarão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, além de deliberar sobre coligações para as eleições majoritárias.
Previstas no Código Eleitoral e regulamentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as convenções representam a primeira etapa formal do registro de candidaturas. É somente após a escolha dos nomes pelos partidos que os pedidos poderão ser encaminhados à Justiça Eleitoral, cujo prazo final termina em 15 de agosto. A propaganda eleitoral, por sua vez, começa em 16 de agosto.
Embora diversos políticos já tenham anunciado intenção de disputar as eleições e se apresentem como pré-candidatos, é durante as convenções que essas pretensões passam a ter validade oficial perante a legislação eleitoral.
Para O Convergente, o cientista político Helso Ribeiro, destacou que a principal mudança trazida pelo período é justamente a formalização das candidaturas.
“Até então qualquer pessoa pode dizer que é pré-candidato. A convenção tem por objetivo legalizar a escolha feita pelo partido ou pela federação. É a partir desse momento que os nomes deixam de ser apenas pré-candidaturas e passam a ser oficialmente indicados para disputar a eleição”, explica.
Cenário político do Amazonas
No cenário amazonense, Ribeiro avalia que os principais nomes colocados para a disputa ao Governo do Estado tendem a confirmar suas candidaturas durante o período das convenções. Segundo ele, além dos pré-candidatos já conhecidos, outras legendas ainda podem apresentar nomes para a disputa.
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Apesar da oficialização das candidaturas, o cientista político acredita que o período continuará sendo marcado por intensas negociações entre os grupos políticos.
“Como dificilmente alguém vencerá a eleição no primeiro turno, os partidos vão buscar ampliar alianças e fortalecer suas bases políticas. A tendência é intensificar as conversas com lideranças municipais, especialmente prefeitos, já pensando não apenas no primeiro turno, mas também em uma eventual segunda etapa da disputa”, afirma.
As convenções também servirão para definir as chapas proporcionais que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, além das candidaturas ao Senado e dos respectivos suplentes. As deliberações obedecem às regras estabelecidas pelos estatutos partidários e pela legislação eleitoral.
‘Surpresas’ nas convenções
Questionado sobre a possibilidade de mudanças de última hora, Helso Ribeiro considera que ainda existe espaço para rearranjos políticos antes da abertura das convenções, mas acredita que, uma vez iniciado o período, a maior parte das definições já estará consolidada.
“Até as convenções muita coisa ainda pode acontecer. Mas, quando elas começam, normalmente as negociações já estão bastante avançadas e os partidos chegam com suas chapas praticamente definidas”, observa.
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Na avaliação do cientista político, o Amazonas deverá ter cerca de seis candidaturas ao Governo do Estado, enquanto as articulações para a composição das chapas ao Senado e a formação de alianças seguirão até os últimos dias do calendário das convenções.
Encerrada essa fase, caberá aos partidos e federações apresentar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Somente após o deferimento desses registros é que os candidatos estarão aptos a participar oficialmente da disputa eleitoral.
*Com informações do O Convergente
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